Como Justificar a Aquisição de Cadeiras Ergonômicas na sua Empresa

Postado em 22 de Janeiro de 2016

Quando surge a necessidade de aquisição de novas cadeiras tanto para escritório como para a Indústria de modo geral, o pessoal responsável pela aquisição se sente perdido em meio a tantas diversidade e ofertas oferecidas pelo mercado mobiliário, o que poucas pessoas sabem é que existe uma Norma do Ministério do Trabalho a NR-17 que especifica como deve ser a Cadeira ideal para o usuário tanto da parte de escritório como Industrial, a NR-17 possuem anexos que especificam também cadeiras especificas para alguns setores específicos como; Check Out e Call Center. Além da NR-17 existe também alguns Acordos Coletivos de Sindicatos e Entidades de Classe que especificam a Cadeira ideal para os setores; Frigoríficos, Industrial Textil (Costureiras e bancadas) e Vigilantes.

Na ocasião da compra é necessário levar em consideração o que diz a Norma NR-17 evitando assim problemas futuros com a legislação e o Mistério do Trabalho, em nosso ramo vemos muitas empresas que acabaram de adquirir cadeiras novas e não se atentaram para o cumprimento da Norma, na ocasião da visita do Fiscal do Trabalho tiveram que comprar cadeiras que atendam a NR-17 Ergonomia.

Tudo o que diz respeito à postura, mobiliário e ritmo de trabalho são regulados pela NR 17- Ergonomia e seus anexos, alem disso existem algumas notas que o ministério do trabalho solta a fim de padronizar a fiscalização e a implementação das NRs. No caso de homologação de cadeiras para escritório ou para fabrica onde o trabalho seja regular em turno e a posição predominantemente seja sentada, devemos nos ater aos seguintes itens;

As cadeiras devem possuir:

- Altura do Assento: deve ser regulável de acordo com altura do posto de trabalho e a altura do trabalhador.

-Altura do Encosto ; deve ser regulável de modo que se adapte ao formato da coluna lombar do trabalhador.

-Inclinação do encosto; deve ser posicionado de acordo com as costas do trabalhador para que as mesmas permaneça apoiadas.

-Espuma do Assento e encosto: deve ter o formato que se adapte ao contorno das nádegas diminuído a compressão muscular;

Alem disso é importante que as empresa providencie, a AET – Avaliação Ergonômica do Trabalho, conforme item 17.1.2 da NR 17, cabe ao empregador contratar o profissional responsável para realizar a AET.

Para chegar à conclusão sobre qual modelo de cadeira é adequado foram baseados nas seguintes normas:

NR – 17 Ergonomia do Ministério do Trabalho e Emprego

17.3.1. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição.

17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:

a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;

b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;

c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais. ( regulagem de altura de assento e encosto e inclinação de encosto).

17.3.3. Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto:

a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida;

b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento;

c) borda frontal arredondada;

d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar

Nota técnica 060 /2001 MTE

CARACTERÍSTICAS DOS ASSENTOS:

A profundidade do assento não pode ser muito reduzida nem muito grande

Deve ser de um tamanho tal que o maior percentil (pessoas mais altas) mantenha seu centro de gravidade sobre o assento. O maior percentil precisa, então, ter profundidade de assento, no mínimo, igual à profundidade do tórax mais 2,5 cm para evitar uma base que não lhe dê firmeza. Na literatura encontramos medidas que vão de 38 a 45 cm para a largura e de 38 a 43 cm para a profundidade. No entanto, o assento não pode ser muito profundo para que o menor percentil (pessoas pequenas) tenha mobilidade na área popliteal.

A conformação do assento deve também permitir alterações de postura, aliviando, assim, as pressões sobre os discos intervertebrais e as tensões sobre os músculos dorsais de sustentação. Portanto, assentos “anatômicos”, em que as nádegas se encaixam neles, não são recomendados, pois permitem poucos movimentos.

A densidade do assento também é importante para suportar as tuberosidades isquiáticas (densidade mínima recomendável de 50 kg/cm3).

É importante que o encosto forneça um bom suporte lombar e seja regulável em inclinação e altura para favorecer a adaptação da maioria das pessoas.

A NBR 13962/2002 trata dos aspectos técnicos e de durabilidade com durabilidade de rodas e tamanho bases densidade de espuma porem não tem forca de lei como a NR 17.

A Ergomais possui uma linha completa de Cadeiras Ergonômicas todas de acordo com a NR-17; conheça nossos modelos;

Clique Aqui e Conheça Nossos Modelos de Cadeiras Ergonômicas.