Desafios Abaixo de Zero – Segurança nos Frigoríficos NR36

Postado em 31 de Janeiro de 2018

Para que a carne, aves, peixes, o alimento essencial do cotidiano do brasileiro chegue até a sua mesa, há uma série de desafios e riscos por quem trabalha em frigoríficos produtores destes alimentos. Para se ter noção, o Ministério do Trabalho (MTE), desenvolveu uma escala de 1 a 4 que enumera as profissões mais perigosas e nocivas a vida do trabalhador, e os frigoríficos consta no nível 3 da escala, ficando atrás apenas do setor de demolição e extração de mineiro.

Mesmo com a tecnologia e evolução do setor ao longo dos anos, permanece a exposição constante a facas, serras, e outros instrumentos cortantes, além da realização de movimentos repetitivos, pressão psicológica para dar conta do ritmo de produção, jornada exaustiva e o frio constante, são um dos fatores que resultam em doenças e acidentes de trabalho.
Apesar da atividade possuir normas e NRs e seguir todos os parâmetros estabelecidos na CLT, por conta de todos os riscos intrínsecos no setor, sentiu-se a necessidade de fazer algo mais para proteção dos trabalhadores. Sendo então criada a NR36, que veio para resguardar o os trabalhadores, sendo uma norma bastante rígida.
NR36
A norma entrou em vigor em 2013, e estabeleceu novos requisitos mínimos para a avaliação, o controle e monitoramento de riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados, destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho. A norma possui mais abrangência e mais obrigações em comparação as outras NRs. A Norma aborda a respeito:
  • Os eventuais riscos existentes e as possíveis consequências para os trabalhadores;
  • Os métodos e procedimentos de trabalho, bem como o uso correto e os perigos associados à utilização de equipamentos e ferramentas;
  • As variações posturais e operações manuais que ajudam a prevenção da sobrecarga osteo muscular e a reduzir a fadiga, especificadas na análise ergonômica do trabalho;
  • Uso de EPIs e suas limitações;
  • As ações de emergência;
  • Riscos de queda, biomecânicos e os gerados por máquinas e seus componentes;
  • Instruções para buscar atendimento clinico no serviço médico da empresa ou terceirizado sempre que houver percepção de sinais ou sintomas que possam indicar agravos à saúde;
  • Informações de segurança no uso de produtos químicos, quando necessário, incluindo, no mínimo, dados sobre os produtos, grau de nocividade, forma de contato, procedimento para armazenamento e forma adequada de uso;
  • Maneiras de higienização pessoal e do ambiente, assim como precauções relativas a doenças transmissíveis.