Ergonomia Física, Cognitiva e Organizacional

Postado em 10 de Abril de 2017

Em agosto de 2000, a IEA – Associação Internacional de Ergonomia adotou a definição oficial apresentada a seguir.

“A Ergonomia (ou Fatores Humanos) é uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema. Os ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e a avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas de modo a torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.”

Com isto compreendemos que a ergonomia é um conceito bastante presente no ambiente de trabalho, não somente no sentido físico, mas também cognitivo e organizacional, portanto é possível afirmar que a ergonomia possui 3 subdivisões que são: Ergonomia Física, Ergonomia Cognitiva e Ergonomia Organizacional.

Ergonomia Física: Estuda o aspecto fisiológica, biomecânica, relacionado a anatomia. Tópicos relevantes: Postura, manuseio de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios musculo-esqueletais relacionados ao trabalho, segurança e saúde. Esta área da ergonomia visa adaptar moveis, maquinas, objetos de trabalho ao trabalhador.

Ergonomia Cognitiva: Relativa ao processo de percepção, juízo e/ou raciocínio. Tem como objetivo avaliar as respostas mentais e emocionais do trabalhador ao ambiente de trabalho, tai como tomada de decisões, estresse, esforço de trabalho mental, desempenho, satisfação, motivação e etc. Visa avaliar e intervir em questões que afetam o psicológico do trabalhador, como estresse, relacionamento interpessoal e etc.

Ergonomia Organizacional: Intervêm no sistema organizacional e como isto influencia o trabalhador para que tenha saúde e bem-estar no ambiente de trabalho. Seus tópicos são, gerenciamento, trabalho em grupo, clima, cultura organizacional, trabalho cooperativo entre outros.

Com essas vertentes da ergonomia, é possível compreender o funcionamento orgânico do homem, seu nível mental e emocional e os estímulos externos que a empresa oferece.

Apesar de habitual, é um erro pensar que a ergonomia beneficia apenas o trabalhador, a saúde do trabalhador deve sim ser colocada em primeiro plano, mas incluir esta prioridade em sua empresa também lhe traz benefícios. Um trabalhador satisfeito, aumenta a produtividade e com essas adequações você diminui o risco de acidentes de trabalho, aumentando assim sua produção e faturamento.