Jornada Exaustiva de Trabalho

Postado em 04 de Janeiro de 2017

Em média, 2 milhões de trabalhadores morrem por ano vítimas de acidentes de trabalho ou doenças do trabalho. Esse número supera até mesmo o índice de mortes causadas por acidentes de trânsito e doenças epidêmicas como AIDS ou Tuberculose.

Segundo ao juiz José Antônio Ribeiro de Oliveira Silva, “a principal causa das doenças e acidentes de trabalho é a jornada exaustiva. O trabalhador não é máquina, precisa de tempo para descansar e também de tempo livre para se constituir como pessoa, conviver com amigos e familiares, estudar, enfim, tempo para dispor da maneira que quiser”.

Pelas normas estabelecidas hoje pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), a duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não deve ultrapassar 8 (oito) horas diárias, um total de 44 horas semanais, desde que não seja fixado expressamente outro limite.

O aumento da jornada de trabalho implica problemas, não só ao trabalhador, mas também a empresa, apesar de não ser um lado muito bem analisado.

Analisando de uma forma pratica podemos concluir que um trabalhador que pratica horas extras não mantém durante este período o mesmo nível de produtividade de sua jornada de trabalho normal, visto que já a ultrapassa, e, portanto, suas condições físicas e mentais estão prejudicadas pela fadiga. Há também os 50% agregado ao valor da hora extraordinária trabalhada, que é a exigência constitucional, este acréscimo também incide sobre os encargos trabalhistas, aumentando o custo por trabalhador, que já não é baixo.

Para o trabalhador, a vantagem da hora extra está refletida em sua renda, já que o valor complementa não só o seu salário, mas também reflete em 13°, férias, FGTS, entre outros, entretanto, o excesso de trabalho afeta negativamente sua saúde, convívio familiar, estudos e afazeres longe do ambiente de trabalho.