Síndromes Ocupacionais e a Importância das Férias Laborais

Postado em 05 de Março de 2018

O acúmulo de trabalho, perfeccionismo, performance, metas e mais metas a serem batidas, horas extras e muita cobrança, correria do dia a dia, você se envolve em tantas tarefas e esquece de cuidar do bem mais precioso que tem: a sua saúde.

Trabalhar como se não houvesse amanhã – como se o futuro só dependesse do serviço e de seus esforços contínuos pode levar ao esgotamento da mente e do corpo e fazer com que você seja tomado por uma espécie de blackout, uma sensação de extremo cansaço. Isso, claro, sem falar da rotina da casa, que vai do pagamento das contas a da ida ao supermercado à administração dos filhos, da vida escolar deles e de uma série de outras questões que consomem tempo e energia.

Muitas pessoas não sabem, mas quando elas trocam a vida pelos incontáveis compromissos profissionais correm mais risco de desenvolver doenças como: ansiedade, estresse, depressão, pânico e até mesmo a síndrome de Bournout (conhecida como um estado de exaustão física e emocional que tem origem do acumulo de estresse do trabalho).

De acordo com um levantamento realizado pela International Stress Management Association (ISMA) entre 2013 e 2014 30% dos brasileiros apresentavam sinais desse problema. Os trabalhadores relataram como sintomas: insônia, sinais domo despersonalização ou ceticismo, distanciamento afetivo, queda de rendimento, falta de energia e empatia pelos colegas de trabalho, baixa produtividade, falhas na execução das tarefas, insatisfação pessoal e cansaço intenso.

Em vista disso, promover o descanso como as Férias Laborais Remuneradas é essencial para manter a saúde dos profissionais, sendo um ponto de fundamental importância para saúde e segurança das organizações.

Esse importante momento de parada no cumprimento das atividades do trabalho é ainda mais significativo que as pausas diárias e semanais. Não é incomum ouvir pessoas contabilizarem um certo orgulho o longo tempo que estão sem tirar férias, sem saber que estão colocando sua saúde em risco. “A ausência de férias pode causar danos físicos aos profissionais, como o surgimento de gastrites, alterações intestinais, fadiga muscular, surgimento de doenças ósseo-musculares, além do impacto na imunidade de forma geral e de aumentar o risco de infarto e derrame cerebral em pessoas com predisposição a doenças cardiovasculares.

As férias também estão diretamente relacionadas à segurança do trabalhador. Segundo Adriano Alves, presidente da SBPOT, a negligência com os períodos de pausa tira o profissional de seu “ponto ótimo”, reduzindo a capacidade de atenção e aumenta a exposição a riscos, criando condições para a ocorrência de acidentes. “As férias devem ser consideradas como um EPI (Equipamento de Proteção Individual) e até mesmo como EPC (Equipamento de Proteção Coletiva) no sentido de contribuírem para mitigar riscos efetivos reais, que podem afetar o trabalhador e outros à sua volta” defende Alves.

Aproveitar o tempo de descanso ajuda a evitar o adoecimento e colabora para a melhoria da saúde do corpo e o bem-estar da mente. Em geral, as pessoas aproveitam esse período para reforçar suas interações sociais com familiares e amigos, fazer coisas que lhes sejam prazerosas e, até mesmo, investir em ações que melhorem sua qualidade de vida.

Para além do aspecto de recuperação física e mental proporcionada pelas férias, ela possibilita a renovação de significados e entendimentos de propósitos, algo positivo para os profissionais e as organizações.