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Início - Blog - Ergonomia - Análise ergonômica do trabalho: guia completo sobre AEP e AET

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Análise ergonômica do trabalho: guia completo sobre AEP e AET

  • Alan Rosa
  • julho 31, 2026

A análise ergonômica do trabalho ajuda a compreender como as pessoas realmente executam suas atividades. A partir desse processo, a empresa identifica fatores que podem afetar a saúde, a segurança e o desempenho dos trabalhadores.

Muitas pessoas ainda associam ergonomia apenas à postura ou à escolha de uma cadeira. No entanto, uma análise completa considera todo o sistema de trabalho. Por isso, ela avalia tarefas, mobiliário, máquinas, ferramentas, ambiente, ritmo, exigências cognitivas, comunicação e organização das atividades.

Além disso, a análise não observa apenas aquilo que a empresa planejou. A equipe responsável também precisa entender o trabalho real. Em outras palavras, deve analisar como o trabalhador adapta procedimentos, resolve dificuldades, movimenta o corpo, toma decisões e enfrenta imprevistos durante a jornada.

No Brasil, a Norma Regulamentadora nº 17 apresenta dois processos complementares para avaliar as situações de trabalho: a Avaliação Ergonômica Preliminar, conhecida como AEP, e a Análise Ergonômica do Trabalho, chamada de AET.

Dessa forma, compreender a diferença entre esses instrumentos ajuda a integrar a ergonomia ao Programa de Gerenciamento de Riscos, definir prioridades e implementar medidas de prevenção compatíveis com a operação.

Neste guia, você vai entender o que é análise ergonômica, como funcionam a AEP e a AET, quando a empresa deve realizar cada processo, quais fatores precisam entrar na avaliação e como transformar o diagnóstico em melhorias concretas.

O que é análise ergonômica?

Análise ergonômica é o estudo sistemático da relação entre as pessoas, as atividades realizadas e as condições oferecidas pelo ambiente de trabalho.

Seu objetivo não é encontrar uma postura considerada perfeita nem avaliar isoladamente o comportamento do trabalhador. Pelo contrário, o processo busca compreender se a empresa planejou e organizou o trabalho de forma compatível com as capacidades físicas, cognitivas e organizacionais das pessoas.

Para isso, uma análise ergonômica pode investigar fatores como:

  • Posturas adotadas durante as atividades;
  • Movimentos repetitivos;
  • Força muscular exigida;
  • Levantamento e movimentação de cargas;
  • Altura de bancadas e superfícies de trabalho;
  • Alcance de ferramentas e equipamentos;
  • Tempo de permanência sentado ou em pé;
  • Ritmo e intensidade das atividades;
  • Metas e exigências de tempo;
  • Necessidade de atenção e tomada de decisão;
  • Quantidade e duração das pausas;
  • Iluminação, ruído e conforto térmico;
  • Comunicação entre trabalhadores e lideranças;
  • Autonomia para organizar o próprio trabalho;
  • Falhas, retrabalhos e dificuldades operacionais;
  • Queixas, desconfortos e sinais de fadiga.

Portanto, a análise ergonômica não se limita à medição de ângulos corporais. Ela procura identificar por que determinada postura acontece, quais exigências levam o trabalhador a adotá-la e o que a empresa precisa modificar na situação de trabalho.

Além disso, a análise considera que uma mesma tarefa pode apresentar variações entre pessoas, horários, turnos, equipamentos e volumes de produção.

Para aprofundar o conceito de ergonomia e sua aplicação nas empresas, leia também o conteúdo Ergonomia: o que é, por que importa e como aplicar no ambiente de trabalho.

Qual é o objetivo de uma análise ergonômica do trabalho?

O principal objetivo da análise ergonômica é produzir informações técnicas que orientem medidas de prevenção, correções e melhorias nas condições de trabalho.

Em primeiro lugar, ela ajuda a identificar perigos e situações que podem gerar sobrecarga física, mental ou organizacional. Em seguida, permite compreender a origem desses problemas e estabelecer prioridades de intervenção.

Entre os principais objetivos da análise estão:

  • Identificar fatores de risco ergonômico;
  • Compreender as exigências reais das atividades;
  • Reconhecer diferenças entre o trabalho planejado e o trabalho executado;
  • Investigar queixas e desconfortos relatados pelos trabalhadores;
  • Reduzir sobrecargas físicas e cognitivas;
  • Prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho;
  • Orientar mudanças no mobiliário e nos equipamentos;
  • Reorganizar tarefas, ritmos, pausas e processos;
  • Adaptar os postos a diferentes biotipos;
  • Apoiar decisões do PGR e do plano de ação;
  • Acompanhar a eficácia das medidas adotadas;
  • Melhorar a segurança e a eficiência das operações.

Por isso, uma boa análise não termina quando a equipe identifica os problemas. A empresa também precisa transformar os resultados em recomendações aplicáveis, responsáveis definidos, prazos e critérios de acompanhamento.

Consequentemente, a análise passa a funcionar como uma ferramenta de gestão, e não apenas como um documento técnico.

O que a NR-17 estabelece sobre análise ergonômica?

A NR-17 apresenta diretrizes e requisitos para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.

Para organizar esse processo, a norma utiliza dois instrumentos complementares:

  • Avaliação Ergonômica Preliminar, AEP;
  • Análise Ergonômica do Trabalho, AET.

A AEP funciona como uma avaliação inicial das situações de trabalho. Já a AET aprofunda a investigação quando o problema exige uma compreensão mais detalhada.

Além disso, a empresa deve integrar os resultados da AEP ao inventário de riscos do PGR. Caso uma AET identifique novos perigos ou altere a avaliação dos riscos, a organização também deve atualizar esse inventário.

Da mesma forma, o plano de ação do Programa de Gerenciamento de Riscos deve incorporar as medidas indicadas pela AEP e as recomendações produzidas pela AET.

Portanto, AEP, AET e PGR não funcionam como documentos isolados. Pelo contrário, eles fazem parte de um mesmo processo de identificação, avaliação, controle e acompanhamento dos riscos.

Para consultar o texto oficial, acesse a página da Norma Regulamentadora nº 17 no Ministério do Trabalho e Emprego.

O que é Avaliação Ergonômica Preliminar, AEP?

A Avaliação Ergonômica Preliminar representa o processo inicial de identificação dos perigos e fatores de risco ergonômico presentes nas situações de trabalho.

Segundo a NR-17, a organização deve realizar a AEP quando a natureza e o conteúdo das atividades exigirem adaptações às características psicofisiológicas dos trabalhadores.

Na prática, a AEP funciona como um primeiro diagnóstico. Dessa forma, ela ajuda a reconhecer quais situações apresentam condições adequadas, quais exigem medidas preventivas e quais precisam de uma investigação mais aprofundada por meio da AET.

A equipe pode utilizar abordagens:

  • Qualitativas;
  • Semiquantitativas;
  • Quantitativas;
  • Ou uma combinação dessas abordagens.

A escolha depende do tipo de risco, da complexidade da situação e dos requisitos aplicáveis. Portanto, a NR-17 não obriga todas as empresas a utilizar uma única ferramenta ou metodologia.

Além disso, a organização deve selecionar métodos compatíveis com a realidade da atividade. Um posto administrativo, por exemplo, exige uma análise diferente daquela aplicada em uma linha de produção, em um frigorífico ou em uma operação logística.

O que deve ser observado na AEP?

A profundidade da AEP varia de acordo com a realidade da empresa. No entanto, o processo precisa identificar os perigos e fornecer informações suficientes para orientar as medidas de prevenção.

Entre os pontos que a equipe pode avaliar estão:

  • Descrição da atividade;
  • Características do posto;
  • Posturas e movimentos exigidos;
  • Frequência e duração das tarefas;
  • Esforço físico realizado;
  • Movimentação de materiais;
  • Uso de máquinas e ferramentas;
  • Mobiliário disponível;
  • Exigências de atenção e concentração;
  • Ritmo e pressão de tempo;
  • Pausas e alternância de atividades;
  • Condições de iluminação, ruído e temperatura;
  • Relatos dos trabalhadores;
  • Registros de acidentes e afastamentos;
  • Informações do PCMSO e da vigilância da saúde.

Além disso, a análise precisa considerar variações entre turnos, mudanças de volume, trocas de operadores e situações não previstas nos procedimentos.

A AEP precisa ser documentada?

Sim. A organização precisa registrar a Avaliação Ergonômica Preliminar e integrar seus resultados ao inventário de riscos do PGR.

Portanto, uma conversa informal ou uma observação rápida, sem registros e critérios definidos, não demonstra uma gestão adequada dos riscos ergonômicos.

O registro da AEP pode apresentar:

  • Setor e atividade analisados;
  • Trabalhadores ou grupos expostos;
  • Perigos identificados;
  • Possíveis danos à saúde;
  • Critérios utilizados na avaliação;
  • Classificação ou priorização dos riscos;
  • Medidas já existentes;
  • Medidas adicionais necessárias;
  • Responsáveis e prazos;
  • Indicação de necessidade de AET.

Dessa forma, a empresa consegue demonstrar quais situações avaliou, quais decisões tomou e como pretende controlar os riscos encontrados.

AEP é apenas um checklist?

Não. Um checklist pode ajudar a organizar a coleta de informações. Entretanto, ele não substitui a análise da situação real de trabalho.

Isso acontece porque formulários genéricos nem sempre representam as diferenças entre setores, tarefas, equipamentos, ritmos e grupos de trabalhadores.

Além disso, marcar respostas como “sim” ou “não” não explica por que um problema ocorre, qual é sua intensidade ou qual medida pode produzir melhores resultados.

Portanto, a equipe deve utilizar o checklist como ferramenta de apoio ao raciocínio técnico. Ao mesmo tempo, precisa combinar esse recurso com observação, escuta, análise documental e interpretação das condições reais.

O que é Análise Ergonômica do Trabalho, AET?

A Análise Ergonômica do Trabalho representa uma investigação aprofundada de uma situação que exige maior compreensão.

Enquanto a AEP identifica perigos e orienta medidas iniciais, a AET busca explicar como diferentes fatores se combinam e produzem determinada sobrecarga, dificuldade ou risco.

Por isso, a AET analisa não apenas o posto físico. Ela também avalia o funcionamento da organização, os processos, as tarefas prescritas e a atividade real dos trabalhadores.

A equipe responsável pode realizar observações em diferentes horários, entrevistas, registros em vídeo, medições, acompanhamento de ciclos, estudo de documentos e testes de soluções.

Além disso, os trabalhadores precisam participar do processo. Afinal, eles conhecem as variações, dificuldades, estratégias e imprevistos presentes no cotidiano da operação.

Dessa maneira, a AET ajuda a compreender as causas do problema, e não apenas seus efeitos mais visíveis.

Quando a empresa deve realizar uma AET?

A NR-17 apresenta situações específicas em que a organização precisa aprofundar a avaliação por meio da Análise Ergonômica do Trabalho.

A empresa deve realizar a AET quando:

  • Identificar a necessidade de avaliar uma situação com maior profundidade;
  • Perceber que as medidas adotadas apresentam inadequações ou resultados insuficientes;
  • O acompanhamento da saúde dos trabalhadores indicar necessidade de investigação;
  • A análise de acidentes ou doenças apontar relação com as condições de trabalho.

Por exemplo, uma AEP pode identificar alta frequência de queixas lombares em uma linha de montagem. Inicialmente, a empresa pode ajustar as cadeiras e a altura da bancada.

No entanto, caso as queixas permaneçam, a organização precisa aprofundar a análise. Nesse cenário, a AET pode investigar se o problema também envolve ritmo intenso, alcance de peças, repetitividade, rodízio inadequado, pressão de tempo ou falta de recuperação muscular.

Portanto, a empresa não precisa produzir uma AET para todas as situações de forma indiscriminada. Ela deve utilizar esse instrumento quando a complexidade do problema, os resultados insuficientes ou os dados de saúde exigirem uma análise mais profunda.

Qual é a diferença entre AEP e AET?

CritérioAEPAET
SignificadoAvaliação Ergonômica PreliminarAnálise Ergonômica do Trabalho
ObjetivoIdentificar perigos, avaliar riscos e orientar medidas iniciaisAprofundar a compreensão de uma situação complexa
ProfundidadeInicial e abrangenteDetalhada e direcionada
Quando realizarNas situações que demandam adaptação ergonômicaQuando a empresa precisa aprofundar a avaliação ou quando a NR-17 exige
MétodosQualitativos, semiquantitativos, quantitativos ou combinadosMétodos escolhidos conforme a demanda e a complexidade
ResultadoRegistro, identificação de perigos, avaliação dos riscos e medidas preventivasDiagnóstico aprofundado, recomendações, validação e revisão das intervenções
Relação com o PGRSeus resultados integram o inventário e o plano de açãoSeus resultados podem revisar o inventário e gerar novas ações

Em resumo, a AEP não funciona como uma versão reduzida da AET. Da mesma forma, a AET não substitui a avaliação preliminar das situações de trabalho.

Os dois processos se complementam dentro da gestão de riscos ergonômicos. Assim, a AEP oferece uma visão inicial e a AET aprofunda os casos que exigem maior investigação.

Quais são as etapas de uma AET?

A NR-17 orienta que a Análise Ergonômica do Trabalho aborde diferentes etapas. Entretanto, a forma de condução pode variar conforme o setor, a demanda e a complexidade.

1. Análise da demanda

Em primeiro lugar, a equipe precisa compreender por que a empresa solicitou a análise.

A demanda pode surgir a partir de:

  • Queixas dos trabalhadores;
  • Afastamentos ou dados de saúde;
  • Acidentes ou incidentes;
  • Mudanças no processo;
  • Resultados da AEP;
  • Fiscalização;
  • Introdução de máquinas ou tecnologias;
  • Baixa produtividade ou aumento de erros;
  • Problemas identificados pelo PCMSO;
  • Insuficiência das medidas já adotadas.

Nessa etapa, a equipe também pode reformular o problema inicial. Por exemplo, uma demanda descrita como “má postura dos operadores” pode estar relacionada à disposição das peças, ao ritmo da linha ou à pressão de tempo.

Portanto, a equipe não deve aceitar a primeira explicação sem investigar o contexto.

2. Análise da organização e dos processos

Em seguida, a AET precisa compreender como a empresa estruturou o trabalho.

Essa etapa inclui a análise de:

  • Fluxo de produção;
  • Divisão das tarefas;
  • Horários e jornadas;
  • Metas e indicadores;
  • Cadência da operação;
  • Pausas;
  • Rodízio de funções;
  • Quantidade de trabalhadores;
  • Treinamentos;
  • Comunicação com a liderança;
  • Manutenção dos equipamentos;
  • Variações da demanda.

Afinal, um problema aparentemente postural pode surgir porque o trabalhador não tem tempo para ajustar o posto, não encontra pausas suficientes ou precisa compensar uma falha no equipamento.

Além disso, metas, falta de pessoal e mudanças frequentes na produção podem alterar diretamente a forma como as pessoas executam as tarefas.

3. Análise da tarefa e da atividade real

A tarefa corresponde ao que a empresa determina que o trabalhador faça. Já a atividade real representa aquilo que ele realmente faz para alcançar o resultado.

Essa diferença ocupa um papel central na ergonomia.

Por exemplo, o procedimento pode orientar que o trabalhador levante uma caixa com as duas mãos. No entanto, o espaço reduzido pode obrigá-lo a girar o tronco e utilizar apenas uma mão.

Portanto, analisar somente o procedimento escrito não revela toda a situação. A equipe precisa acompanhar o trabalho em condições reais, incluindo momentos de pressão, falhas e variações da operação.

4. Escolha dos métodos e ferramentas

A equipe responsável pela AET precisa justificar os métodos utilizados. Além disso, a NR-17 não obriga a aplicação de uma ferramenta específica.

Dependendo do problema, os profissionais podem utilizar:

  • Observação direta;
  • Entrevistas individuais e coletivas;
  • Registros fotográficos e em vídeo;
  • Medições antropométricas;
  • Mapeamento de fluxos;
  • Análise de ciclos;
  • Medições ambientais;
  • RULA;
  • REBA;
  • OWAS;
  • Equação de levantamento do NIOSH;
  • OCRA;
  • Strain Index;
  • Questionários e escalas;
  • Análise de dados de saúde e produção.

No entanto, nenhuma dessas ferramentas deve orientar a análise de forma automática. Um método voltado à postura, por exemplo, não avalia adequadamente pressão por metas, carga cognitiva ou falhas de comunicação.

Por isso, a equipe precisa escolher uma metodologia compatível com a situação analisada e combinar diferentes fontes de informação quando necessário.

5. Diagnóstico

Depois de coletar e analisar as informações, a equipe precisa estabelecer um diagnóstico.

O diagnóstico deve explicar:

  • Quais fatores produzem o risco;
  • Como esses fatores se relacionam;
  • Quais trabalhadores enfrentam a exposição;
  • Quando e com que frequência a exposição ocorre;
  • Quais impactos podem surgir;
  • Quais medidas existentes apresentam limitações;
  • Quais situações exigem intervenção prioritária.

Um diagnóstico bem construído evita recomendações genéricas. Dessa forma, a empresa consegue atuar sobre as causas, e não apenas sobre os sintomas.

Além disso, o diagnóstico ajuda a diferenciar problemas de mobiliário, organização, processo, equipamento e gestão.

6. Recomendações ergonômicas

As recomendações precisam apresentar justificativa técnica e compatibilidade com a realidade da operação.

Elas podem envolver:

  • Redesenho do posto;
  • Ajuste da altura de bancadas;
  • Reposicionamento de ferramentas;
  • Substituição ou adaptação do mobiliário;
  • Redução de alcances;
  • Automação de etapas;
  • Uso de dispositivos auxiliares;
  • Mudança na embalagem ou no peso das cargas;
  • Alteração do ritmo;
  • Introdução de pausas;
  • Rodízio de atividades;
  • Revisão de procedimentos;
  • Treinamento;
  • Melhorias de iluminação, ruído ou conforto térmico;
  • Redefinição de responsabilidades e comunicação.

Além disso, a empresa deve priorizar medidas que eliminem ou reduzam o risco na origem. Por outro lado, não deve depender apenas de treinamentos ou mudanças no comportamento individual.

Consequentemente, uma recomendação consistente pode envolver diferentes áreas, como produção, engenharia, manutenção, recursos humanos, segurança do trabalho e compras.

7. Apresentação, validação e revisão

Por fim, a equipe precisa apresentar os resultados às áreas envolvidas e aos trabalhadores.

A validação ajuda a verificar se as recomendações fazem sentido na prática. Depois da implementação, a empresa também precisa acompanhar se as mudanças realmente reduziram o risco.

Portanto, uma AET não termina quando o profissional entrega o relatório. O processo também inclui testar, acompanhar, ouvir os usuários e revisar as intervenções quando necessário.

Quais áreas devem entrar na análise ergonômica?

A NR-17 organiza as condições de trabalho em grandes áreas. Dessa forma, a análise deve evitar uma visão limitada apenas à postura.

Organização do trabalho

A organização do trabalho inclui normas de produção, modo operatório, exigência de tempo, ritmo, conteúdo das tarefas, recursos disponíveis e aspectos cognitivos.

Além disso, a análise deve considerar a clareza das responsabilidades, o diálogo com a liderança, o trabalho em equipe e o tratamento respeitoso.

Consequentemente, metas, jornadas e formas de gestão também podem gerar riscos ergonômicos.

Levantamento, transporte e descarga de materiais

Nessa área, a equipe analisa peso, frequência, distância, altura de pega, espaço disponível, formato da carga e equipamentos auxiliares.

Ao mesmo tempo, precisa observar flexões, rotações, esforços e movimentos realizados durante a movimentação.

Mobiliário dos postos de trabalho

A análise do mobiliário considera dimensões, regulagens, estabilidade, apoio corporal, espaço para movimentação e compatibilidade com a atividade.

Por isso, a equipe não deve avaliar uma cadeira de forma isolada. Sua altura precisa manter compatibilidade com a mesa, a bancada, os equipamentos e as características do usuário.

Máquinas, equipamentos e ferramentas

A equipe verifica alcance, empunhadura, comandos, visibilidade, esforço, vibração, manutenção e facilidade de utilização.

Além disso, deve analisar se o trabalhador precisa adotar posturas prejudiciais para acessar partes da máquina ou acompanhar o processo.

Condições de conforto no ambiente

Iluminação, ruído, temperatura, umidade e velocidade do ar podem afetar o desempenho, a atenção e o conforto.

Consequentemente, esses fatores também precisam fazer parte da avaliação ergonômica.

A análise ergonômica também avalia riscos psicossociais?

Sim. Os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho fazem parte da análise das condições de trabalho.

Eles podem surgir de problemas na concepção, na organização e na gestão das atividades.

Entre os exemplos estão:

  • Sobrecarga de trabalho;
  • Pressão excessiva por metas;
  • Baixa autonomia;
  • Demandas contraditórias;
  • Falta de clareza sobre responsabilidades;
  • Jornadas prolongadas;
  • Ausência de apoio da liderança;
  • Comunicação inadequada;
  • Assédio e tratamento desrespeitoso;
  • Trabalho emocionalmente exigente;
  • Falta de recursos para realizar as tarefas;
  • Ritmo incompatível com a capacidade humana.

No entanto, avaliar riscos psicossociais não significa diagnosticar individualmente a saúde mental dos trabalhadores.

O foco deve permanecer nas condições e na organização do trabalho. Portanto, a análise procura identificar se determinadas características da atividade podem gerar risco.

Além disso, um questionário aplicado isoladamente não representa uma avaliação completa. A equipe precisa interpretar seus resultados em conjunto com observações, entrevistas, dados e características reais da atividade.

Para aprofundar esse assunto, acesse o conteúdo Ergonomia e psicossocial: o que a NR-01 e a NR-17 determinam sobre fatores psicossociais no trabalho.

Quem pode realizar AEP e AET?

A NR-17 não define, de maneira geral, uma única profissão exclusiva para realizar a AEP ou a AET.

Entretanto, isso não significa que qualquer pessoa, sem conhecimento técnico, possa conduzir o processo.

A organização responde pela avaliação e precisa designar um profissional ou uma equipe com conhecimento compatível com:

  • A natureza das atividades;
  • A complexidade dos riscos;
  • Os métodos utilizados;
  • As medições necessárias;
  • Os requisitos legais aplicáveis;
  • A capacidade de interpretar os resultados;
  • A elaboração das recomendações.

Dependendo da situação, uma equipe multidisciplinar pode reunir ergonomistas, engenheiros, profissionais de segurança do trabalho, fisioterapeutas, médicos do trabalho, psicólogos, designers, profissionais de produção e outros especialistas.

Além disso, os profissionais precisam respeitar as atribuições, os registros e as responsabilidades técnicas aplicáveis ao escopo contratado.

Portanto, a empresa não deve escolher o prestador apenas pelo preço ou pelo número de páginas do documento. Ela precisa avaliar experiência, metodologia e capacidade de compreender a operação real.

Os trabalhadores precisam participar da análise?

Sim. A NR-17 determina a participação dos trabalhadores durante a AEP e a AET.

Essa participação ocupa um papel fundamental porque o trabalhador conhece detalhes que dificilmente aparecem em procedimentos, fluxogramas ou descrições de cargo.

Durante a escuta, podem surgir informações sobre:

  • Dificuldades recorrentes;
  • Falhas de equipamentos;
  • Momentos de maior sobrecarga;
  • Improvisos necessários;
  • Variações entre turnos;
  • Estratégias para cumprir metas;
  • Queixas e desconfortos;
  • Problemas de comunicação;
  • Sugestões de melhoria.

No entanto, a empresa não deve limitar essa participação ao preenchimento de um formulário. Pelo contrário, precisa integrar a escuta à observação, ao diagnóstico e à validação das mudanças.

Dessa forma, os trabalhadores também ajudam a verificar se a solução funciona no cotidiano.

AET substitui o PGR?

Não. A AET não substitui o Programa de Gerenciamento de Riscos.

Na verdade, os processos se complementam.

O PGR organiza o gerenciamento dos riscos ocupacionais da empresa. A AEP identifica e avalia os riscos ergonômicos. Já a AET aprofunda situações específicas quando necessário.

Assim:

  • Os resultados da AEP integram o inventário de riscos;
  • A AET pode indicar a revisão dos perigos e da avaliação dos riscos;
  • As medidas da AEP e as recomendações da AET integram o plano de ação;
  • A empresa deve acompanhar a implementação e a eficácia das medidas.

Portanto, produzir uma AET e arquivá-la sem atualizar o PGR e executar as recomendações não representa uma gestão ergonômica efetiva.

A análise ergonômica substitui o PCMSO?

Não. A análise ergonômica e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional possuem finalidades diferentes.

A AEP e a AET avaliam as condições de trabalho. Já o PCMSO acompanha a saúde dos trabalhadores.

Entretanto, as informações precisam se comunicar. Dados de saúde, queixas recorrentes, afastamentos e alterações encontradas pelo PCMSO podem indicar a necessidade de aprofundar uma situação por meio da AET.

Ao mesmo tempo, os riscos identificados na análise ergonômica ajudam a orientar o acompanhamento da saúde.

Por quanto tempo a empresa deve guardar a AET?

Segundo a NR-17, a organização deve manter o relatório da Análise Ergonômica do Trabalho disponível por 20 anos.

No entanto, esse prazo de arquivamento não significa que a análise permaneça atual por duas décadas sem qualquer revisão.

Processos, pessoas, máquinas, jornadas e layouts mudam. Portanto, a organização precisa reavaliar as condições sempre que ocorrerem alterações relevantes ou quando as medidas implementadas não produzirem o resultado esperado.

A AET possui prazo de validade?

A NR-17 não estabelece uma validade universal, como um prazo fixo de um ou dois anos, para todas as AET.

Entretanto, a análise precisa representar a situação atual da empresa. Por isso, a organização deve revisá-la ou complementá-la quando:

  • O processo produtivo mudar;
  • Uma máquina for substituída;
  • O layout sofrer alterações;
  • A empresa introduzir novas tarefas;
  • As jornadas ou metas mudarem;
  • As queixas aumentarem;
  • Ocorrer acidente ou doença relacionada ao trabalho;
  • As medidas adotadas apresentarem resultados insuficientes;
  • A empresa revisar a avaliação de riscos do PGR.

Consequentemente, a ergonomia deve funcionar como um processo contínuo, e não como um relatório produzido apenas para uma fiscalização.

Microempresas e pequenas empresas precisam fazer AET?

A NR-17 apresenta regras específicas para Microempreendedores Individuais, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

De modo geral, o MEI e as ME ou EPP enquadradas nos graus de risco 1 e 2 não precisam elaborar uma AET em todas as situações.

No entanto, essas organizações continuam responsáveis pelo atendimento aos demais requisitos aplicáveis da NR-17.

Além disso, as ME e EPP de graus de risco 1 e 2 precisam realizar a AET quando o acompanhamento da saúde indicar essa necessidade ou quando uma análise de acidente ou doença apontar relação com as condições de trabalho.

Portanto, a dispensa em algumas situações não elimina a responsabilidade da empresa sobre os riscos ergonômicos.

Quais documentos uma análise ergonômica deve gerar?

A documentação pode variar conforme o tipo de avaliação. Entretanto, o processo precisa produzir evidências suficientes para demonstrar o que a equipe analisou e quais ações a empresa definiu.

Uma documentação consistente pode incluir:

  • Identificação da empresa e dos setores;
  • Descrição das atividades;
  • Caracterização dos grupos de trabalhadores;
  • Registro das observações;
  • Métodos e critérios utilizados;
  • Perigos e riscos identificados;
  • Dados coletados;
  • Resultados das ferramentas aplicadas;
  • Diagnóstico;
  • Recomendações;
  • Plano de ação;
  • Responsáveis e prazos;
  • Registros de participação dos trabalhadores;
  • Validação das propostas;
  • Acompanhamento das medidas implementadas.

Mais importante do que o volume de páginas é a coerência entre a realidade observada, o diagnóstico e as recomendações.

Além disso, a documentação precisa permitir que a empresa acompanhe as ações e demonstre a evolução do processo.

Quais são os erros mais comuns em uma análise ergonômica?

Avaliar somente a postura

A postura é importante. No entanto, ela representa apenas uma parte da situação de trabalho.

Uma análise limitada aos ângulos corporais pode ignorar ritmo, pressão, falhas no processo, carga cognitiva e falta de recursos.

Produzir um documento genérico

Copiar descrições e recomendações de outras empresas reduz a qualidade da análise.

Afinal, setores com nomes semelhantes podem utilizar equipamentos, metas, layouts e processos completamente diferentes.

Não observar o trabalho real

A descrição de cargo e o procedimento operacional não mostram todas as variações da atividade.

Por isso, a equipe precisa acompanhar o trabalhador durante a execução real das tarefas.

Utilizar apenas questionários

Questionários ajudam a levantar percepções. Entretanto, eles não substituem a observação e a análise das condições de trabalho.

Além disso, a empresa precisa interpretar as respostas dentro do contexto da operação.

Ignorar a participação dos trabalhadores

Sem escuta, o diagnóstico pode deixar de considerar dificuldades, estratégias e riscos presentes no cotidiano.

Recomendar treinamento para todos os problemas

Treinamento pode ajudar em algumas situações. No entanto, ele não corrige bancadas mal dimensionadas, ferramentas inadequadas ou metas incompatíveis.

Portanto, a empresa deve atuar primeiro sobre as causas estruturais do risco.

Comprar produtos antes de analisar o posto

A aquisição de cadeiras ou acessórios sem diagnóstico pode gerar desperdício.

Por exemplo, uma cadeira alta pode exigir um apoio para os pés. Da mesma forma, um apoio pode interferir em pedais ou comandos existentes no posto.

Não implementar as recomendações

Um relatório sem execução não reduz riscos. Portanto, as recomendações precisam entrar no plano de ação, com responsáveis e prazos.

Não acompanhar os resultados

Mesmo uma medida tecnicamente adequada pode exigir ajustes. Por isso, a empresa precisa verificar sua eficácia depois da implementação.

Como transformar a análise ergonômica em um plano de ação?

O plano de ação conecta o diagnóstico à mudança real.

Para cada recomendação, a empresa deve definir:

  • Problema identificado;
  • Medida proposta;
  • Prioridade;
  • Responsável;
  • Prazo;
  • Recursos necessários;
  • Forma de acompanhamento;
  • Critério de eficácia;
  • Data da revisão.

Além disso, a organização pode dividir as medidas por prioridade.

Ações imediatas

Incluem ajustes simples que a empresa consegue implementar rapidamente, como regulagem de mobiliário, reposicionamento de objetos ou retirada de improvisos.

Ações de curto prazo

Podem envolver aquisição de acessórios, revisão de procedimentos, treinamento ou adequações no layout.

Ações estruturais

Incluem mudanças em máquinas, automação, redesenho de processos, alteração de bancadas ou reorganização da produção.

Consequentemente, a empresa consegue equilibrar urgência, investimento e impacto preventivo.

Como o mobiliário entra na análise ergonômica?

A empresa deve escolher o mobiliário a partir das características do usuário, da tarefa e do ambiente.

Por isso, a análise não deve começar com a pergunta “qual cadeira comprar?”. Antes, a equipe precisa compreender:

  • Quanto tempo a pessoa permanece sentada;
  • Qual é a altura da mesa ou bancada;
  • Quais movimentos ela realiza;
  • Qual é o alcance necessário;
  • Se o posto possui pedais ou comandos;
  • Quais são os biotipos dos usuários;
  • Se diferentes pessoas compartilham o posto;
  • Quais materiais combinam com o ambiente;
  • Quais regulagens a atividade exige.

Depois do diagnóstico, a análise pode recomendar cadeiras, bancos, apoios para os pés, suportes de monitor, tapetes antifadiga e outras soluções.

Cadeira Ergonômica de Escritório Basic

Quando a análise identifica cadeiras fixas ou sem suporte adequado em postos administrativos, a Cadeira Ergonômica de Escritório Basic da Ergomais pode atender determinadas atividades de escritório.

O modelo conta com assento em espuma injetada, encosto anatômico, regulagem de altura e estrutura resistente para o uso diário.

Além disso, sua configuração atende postos que precisam de ergonomia essencial, mobilidade e adaptação à altura da superfície de trabalho.

No entanto, a empresa precisa confirmar a compatibilidade do modelo com o perfil do usuário e com a atividade identificada na avaliação.

Conheça a Cadeira Ergonômica de Escritório Basic.

Apoio Ergonômico para os Pés Versatile 8 Alturas

Em alguns postos, a cadeira precisa permanecer mais alta para alinhar o trabalhador à mesa ou à bancada. Como consequência, os pés podem deixar de alcançar o piso.

Nessa situação, a análise pode indicar o Apoio Ergonômico para os Pés Versatile 8 Alturas.

O modelo oferece diferentes níveis de regulagem e uma superfície estável para os pés. Dessa forma, ajuda a adaptar o posto a usuários com diferentes estaturas.

Entretanto, a empresa deve posicionar o apoio somente depois de ajustar corretamente a cadeira em relação à tarefa.

Conheça o Apoio Ergonômico para os Pés Versatile 8 Alturas.

Exemplos de recomendações geradas por uma análise ergonômica

Em escritórios

  • Substituição de cadeiras sem regulagem;
  • Instalação de apoio para os pés;
  • Ajuste da altura do monitor;
  • Reposicionamento de teclado e mouse;
  • Organização do espaço de alcance;
  • Orientação sobre regulagens;
  • Introdução de pausas e variação postural.

Além disso, a análise pode recomendar alterações na organização das atividades e no tempo de permanência em posturas estáticas.

Leia também: Cadeira ergonômica para escritório: tudo o que você precisa saber antes de comprar.

Em linhas de produção

  • Ajuste da altura das bancadas;
  • Reposicionamento de caixas e componentes;
  • Uso de cadeiras industriais reguláveis;
  • Redução da distância de alcance;
  • Introdução de dispositivos auxiliares;
  • Rodízio entre tarefas com exigências diferentes;
  • Revisão da cadência e das pausas.

Consequentemente, essas ações podem reduzir movimentos desnecessários, fadiga e posturas compensatórias.

Leia também: Cadeira ergonômica para linha de produção: como escolher e por que faz diferença na saúde do operador.

Em atividades realizadas em pé

  • Instalação de tapetes antifadiga;
  • Disponibilização de bancos semi sentados;
  • Alternância entre posturas;
  • Reorganização da bancada;
  • Redução do tempo de permanência estática;
  • Ajuste de pedais e comandos.

Nesse caso, a análise precisa considerar o tempo em pé, a necessidade de movimentação e as características do piso.

Leia também os conteúdos Banco ergonômico semi sentado: o que é, para que serve e como escolher e Tapete antifadiga ergonômico: como reduzir a fadiga de quem trabalha em pé.

Checklist para contratar uma análise ergonômica

Antes de contratar, avalie:

  • O profissional conhece a NR-17 e a NR-1?
  • A proposta diferencia AEP e AET?
  • O escopo inclui observação do trabalho real?
  • Os trabalhadores participarão do processo?
  • A equipe escolherá os métodos conforme a atividade?
  • O documento apresentará um diagnóstico?
  • As recomendações serão específicas?
  • Haverá integração com o PGR?
  • O plano de ação fará parte da entrega?
  • A equipe validará as soluções com os trabalhadores?
  • Existe previsão de acompanhamento?
  • As responsabilidades técnicas estão claras?

Assim, a empresa reduz o risco de contratar apenas um documento padronizado, sem aplicação prática.

Perguntas frequentes sobre análise ergonômica do trabalho

Qual é a diferença entre análise ergonômica e laudo ergonômico?

O mercado utiliza a expressão “laudo ergonômico” com frequência. No entanto, a NR-17 utiliza oficialmente os termos Avaliação Ergonômica Preliminar, AEP, e Análise Ergonômica do Trabalho, AET.

Por isso, o mais importante é verificar se o processo e o documento atendem aos requisitos da norma, e não apenas o nome utilizado na proposta.

Toda empresa precisa fazer AEP?

A empresa precisa avaliar as situações de trabalho que, por sua natureza e conteúdo, demandem adaptação às características dos trabalhadores.

Além disso, a organização deve identificar e gerenciar os riscos ergonômicos no contexto do GRO e do PGR, quando aplicável.

Toda empresa precisa fazer AET?

Não necessariamente. A empresa deve realizar a AET quando houver necessidade de aprofundamento, insuficiência das medidas, indicação pelo acompanhamento da saúde ou relação com acidentes e doenças do trabalho.

AEP e AET podem ser feitas remotamente?

Algumas etapas, como análise documental e entrevistas, podem ocorrer a distância. Entretanto, muitas situações exigem observação presencial, medições e compreensão do ambiente real.

Portanto, uma avaliação totalmente remota pode não atender atividades industriais ou operações complexas.

Um checklist de postura serve como AEP?

Um checklist pode fazer parte da metodologia. No entanto, ele não substitui a identificação dos perigos, a avaliação dos riscos, a participação dos trabalhadores e o planejamento das medidas.

A análise precisa avaliar todos os funcionários individualmente?

Nem sempre. A equipe pode avaliar grupos de trabalhadores expostos a condições semelhantes.

No entanto, precisa considerar diferenças de biotipo, função, turno, equipamento e forma de execução.

A análise ergonômica pode recomendar a compra de produtos?

Sim. A avaliação pode indicar mobiliários, equipamentos ou acessórios quando esses recursos ajudarem a reduzir os riscos.

Entretanto, a recomendação precisa manter compatibilidade com a atividade, o usuário e o ambiente. Portanto, comprar um produto sem diagnóstico não substitui a análise.

AET precisa ter ART?

A NR-17 não define uma única profissão exclusiva para elaborar a AET. Entretanto, o responsável precisa observar as atribuições, os registros e as responsabilidades técnicas definidas pelo conselho profissional aplicável ao serviço.

Os trabalhadores precisam conhecer o resultado?

A NR-17 determina a participação dos empregados no processo. Além disso, a apresentação e a validação dos resultados ajudam a garantir que as medidas propostas funcionem na atividade real.

A AET evita multas e processos trabalhistas?

A análise ajuda a demonstrar a gestão dos riscos ergonômicos. No entanto, possuir apenas o relatório não garante conformidade.

A empresa precisa implementar as medidas, acompanhar os resultados e manter o processo atualizado.

Análise ergonômica do trabalho: diagnóstico que precisa virar ação

A análise ergonômica do trabalho funciona como uma ferramenta de prevenção, gestão e melhoria contínua.

Por meio da AEP, a organização identifica os perigos, avalia os riscos e planeja medidas iniciais. Quando a situação exige maior profundidade, a AET permite compreender as causas, estabelecer um diagnóstico e desenvolver recomendações mais consistentes.

No entanto, o valor da análise não está apenas no documento. O resultado real aparece quando a empresa transforma as recomendações em mudanças no posto, no processo, no mobiliário e na organização do trabalho.

Além disso, a participação dos trabalhadores e o acompanhamento das ações aumentam a chance de as soluções funcionarem na prática.

A Ergomais oferece soluções completas em ergonomia aplicada para ajudar empresas a implementar as recomendações encontradas em suas avaliações. O portfólio inclui cadeiras para escritório e indústria, bancos semi sentados, apoios para os pés, tapetes antifadiga e acessórios desenvolvidos para diferentes ambientes e atividades.

Portanto, depois de identificar o risco, o próximo passo é escolher soluções compatíveis com o trabalho real.

Conheça as soluções ergonômicas da Ergomais e transforme o diagnóstico dos postos de trabalho em melhorias concretas para quem faz.

Fontes oficiais consultadas

  • Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora nº 17;
  • Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora nº 1;
  • Ministério do Trabalho e Emprego: Programa de Gerenciamento de Riscos.

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