A altura ideal da cadeira não pode ser definida por um único número. Afinal, a escolha depende da estatura do usuário, da altura da superfície de trabalho, da atividade realizada e do tempo de permanência sentado.
Uma cadeira de escritório convencional pode funcionar muito bem diante de uma mesa com aproximadamente 700 a 750 milímetros de altura. Entretanto, o mesmo modelo pode ficar baixo demais diante de uma bancada industrial elevada ou alto demais em uma operação próxima ao chão.
Por isso, escolher uma cadeira apenas pela aparência, pelo tamanho do encosto ou pela indicação genérica de que o produto é ergonômico pode gerar um posto incompatível com a atividade.
Na prática, a cadeira precisa posicionar o trabalhador corretamente em relação à mesa, à bancada, à máquina ou ao ponto de operação. Ao mesmo tempo, deve permitir apoio adequado para os pés, suporte para a coluna e espaço suficiente para movimentar pernas e braços.
Além disso, uma cadeira mais alta não é necessariamente melhor do que uma cadeira baixa. Cada faixa de altura atende uma situação diferente. Assim, existem modelos extra-baixos, baixos, de escritório, com prolongador e industriais elevados.
Neste artigo, você vai entender como a altura da cadeira interfere na postura, quais faixas podem ser utilizadas como referência e como escolher o modelo mais compatível com cada posto de trabalho.
O que significa altura da cadeira?
Quando falamos em altura da cadeira, normalmente nos referimos à distância entre o piso e a parte superior do assento.
Essa medida pode variar conforme o pistão, a base, os rodízios, a espessura da espuma e a configuração do modelo. Por isso, duas cadeiras visualmente semelhantes podem apresentar faixas de regulagem bastante diferentes.
Além disso, é importante distinguir três medidas:
- Altura mínima do assento: menor distância que a cadeira alcança em relação ao piso;
- Altura máxima do assento: maior distância alcançada após o ajuste;
- Altura da superfície de trabalho: distância entre o piso e a parte superior da mesa ou bancada.
A relação entre essas medidas determina se o usuário conseguirá trabalhar com os braços, o tronco e os membros inferiores em posições adequadas.
Portanto, não basta verificar a altura máxima da cadeira. Também é necessário avaliar se a faixa completa de regulagem atende diferentes usuários e atividades.
Existe uma altura ideal de cadeira para todas as pessoas?
Não. Pessoas com estaturas e proporções corporais diferentes podem precisar de regulagens distintas, mesmo quando utilizam a mesma mesa.
Por exemplo, dois trabalhadores com a mesma altura total podem apresentar comprimentos diferentes de pernas, braços e tronco. Consequentemente, a regulagem que funciona para um deles pode não posicionar o outro corretamente.
Além disso, a própria tarefa altera a configuração necessária. Uma atividade de digitação exige alinhamento com teclado, mouse e monitor. Já uma operação industrial pode exigir maior proximidade visual, alcance de peças ou acionamento de pedais.
Por esse motivo, a altura ideal precisa resultar da combinação entre:
- Estatura do usuário;
- Altura poplítea, medida da região posterior do joelho até o piso;
- Comprimento dos braços;
- Altura da mesa ou bancada;
- Tipo de atividade;
- Campo visual necessário;
- Uso de ferramentas ou equipamentos;
- Presença de pedais;
- Tempo de permanência sentado;
- Necessidade de movimentação;
- Uso de apoio para os pés.
Em resumo, a cadeira precisa adaptar o posto à pessoa. O trabalhador não deve compensar uma altura inadequada inclinando o tronco, elevando os ombros ou permanecendo com os pés suspensos.


O que a NR-17 determina sobre a altura das cadeiras?
A Norma Regulamentadora nº 17 estabelece parâmetros para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.
Nesse sentido, a norma determina que o conjunto do mobiliário apresente regulagens capazes de atender às características antropométricas dos trabalhadores e à natureza da atividade.
Além disso, os assentos utilizados nos postos de trabalho devem apresentar altura ajustável à estatura do trabalhador e à função exercida.
A NR-17 também orienta que as superfícies de trabalho tenham altura compatível com:
- O tipo de atividade;
- A distância necessária entre os olhos e o campo de trabalho;
- A altura do assento;
- A posição dos membros superiores;
- O alcance manual do trabalhador.
Quando a regulagem correta da cadeira impede que os pés alcancem completamente o chão, a empresa pode utilizar um apoio para os pés.
Portanto, a conformidade não depende apenas da cadeira. A empresa precisa analisar o conjunto formado pelo usuário, pelo assento, pela superfície de trabalho, pelos equipamentos e pela organização da atividade.
Para conhecer melhor os princípios da norma, leia também o artigo Ergonomia: o que é, por que importa e como aplicar no ambiente de trabalho.
Como identificar se a cadeira está muito baixa?
Uma cadeira muito baixa posiciona o usuário abaixo da superfície de trabalho.
Como consequência, o trabalhador pode elevar os ombros para alcançar a mesa, a bancada ou os comandos. Além disso, pode manter os cotovelos afastados do corpo e os punhos dobrados durante a operação.
Entre os sinais mais comuns estão:
- Ombros elevados durante a atividade;
- Cotovelos abaixo da superfície de trabalho;
- Necessidade de erguer os braços para alcançar peças;
- Tronco inclinado para a frente;
- Dificuldade de visualizar a atividade;
- Pescoço em extensão para observar o posto;
- Pressão concentrada nos glúteos;
- Joelhos muito elevados em relação ao quadril;
- Dificuldade para movimentar as pernas;
- Contato das coxas com a parte inferior da mesa.
Além do desconforto, uma posição muito baixa pode reduzir a precisão em atividades manuais. Por isso, o problema não afeta apenas a postura, mas também o desempenho da operação.
Como identificar se a cadeira está muito alta?
Quando o assento fica alto demais, os pés podem perder contato com o piso. Nesse caso, o peso das pernas aumenta a pressão na parte posterior das coxas.
Ao mesmo tempo, o trabalhador pode deslizar para a frente do assento para tentar alcançar o chão. Consequentemente, perde o apoio do encosto e aumenta a sobrecarga na região lombar.
Os principais sinais de uma cadeira muito alta são:
- Pés suspensos ou apoiados apenas pelas pontas;
- Pressão na parte posterior das coxas;
- Corpo deslizando para a frente;
- Perda de contato com o encosto;
- Uso da base da cadeira como apoio para os pés;
- Necessidade frequente de cruzar as pernas;
- Dificuldade para entrar ou sair da cadeira;
- Sensação de instabilidade;
- Desconforto nos joelhos e nos membros inferiores.
No entanto, reduzir a cadeira nem sempre resolve o problema. Se o assento precisa permanecer alto para alinhar o trabalhador à bancada, a solução pode envolver um apoio para os pés.
Como regular corretamente a altura da cadeira?
A regulagem precisa considerar primeiro a relação entre o trabalhador e a superfície de trabalho.
1. Posicione a cadeira diante do posto
Em primeiro lugar, coloque a cadeira na posição em que o usuário realmente executará a atividade.
Essa etapa é importante porque a altura adequada pode mudar quando a cadeira fica distante da mesa ou quando existem equipamentos entre o trabalhador e o ponto de operação.
2. Ajuste a altura em relação aos braços
Em seguida, regule o assento para que os antebraços fiquem próximos da altura da superfície de trabalho.
Os ombros devem permanecer relaxados. Além disso, o usuário não deve elevar os braços nem inclinar excessivamente o tronco para alcançar a atividade.
3. Verifique o apoio das costas
Depois do ajuste, o trabalhador deve conseguir encostar a região lombar no encosto.
Caso precise deslizar para a frente para alcançar o posto, pode existir um problema de profundidade, altura ou distância em relação à mesa.
4. Observe a posição dos pés
Os pés devem permanecer apoiados no piso ou em uma superfície estável.
Quando não alcançam o chão, a empresa deve avaliar um apoio para os pés ou um aro compatível com a configuração da cadeira.
5. Avalie a posição dos joelhos
Os joelhos devem permanecer em uma posição confortável, sem pressão excessiva na parte posterior das coxas.
Além disso, precisa existir espaço entre a borda do assento e a região posterior dos joelhos.
6. Teste a atividade real
Por fim, o usuário deve executar a atividade por alguns minutos.
Durante o teste, observe alcance, visualização, movimentação, acionamento de pedais e acesso às ferramentas. Dessa forma, a regulagem considera o trabalho real, e não apenas uma postura estática.
Faixas de altura de cadeira para cada posto de trabalho
As medidas abaixo utilizam como referência o material visual da Ergomais. Elas ajudam a diferenciar as principais configurações de cadeira.
No entanto, essas faixas não substituem a análise do usuário, da atividade e das especificações técnicas de cada produto.
| Tipo de cadeira | Altura mínima do assento | Altura máxima do assento | Altura de posto de referência | Aplicações principais |
|---|---|---|---|---|
| Extra-baixa | 250 mm | 350 mm | 450 a 500 mm | Bancadas baixas, inspeções e linhas de montagem com altura reduzida |
| Baixa | 350 mm | 450 mm | 500 a 600 mm | Postos de produção leves e áreas administrativas com bancadas baixas |
| Escritório | 450 mm | 580 mm | 700 a 750 mm | Escritórios, áreas administrativas e atividades em mesas convencionais |
| Com prolongador | 560 mm | 680 mm | 800 a 850 mm | Postos elevados, inspeções visuais e atividades com apoio intermitente |
| Industrial elevada | 610 mm | 870 mm | 880 a 950 mm | Linhas de produção, bancadas altas e operações industriais intensivas |
As medidas representam faixas de referência. Portanto, a empresa deve confirmar as dimensões do modelo escolhido antes da compra.
Cadeira extra-baixa: para atividades próximas ao chão
A cadeira extra-baixa atende operações em que o trabalhador precisa permanecer próximo ao piso, mas ainda necessita de apoio para o tronco e mobilidade.
Com uma faixa de referência entre 250 e 350 milímetros, essa configuração pode ser utilizada diante de bancadas reduzidas, equipamentos baixos e linhas de montagem próximas ao chão.
Entre as aplicações estão:
- Inspeções em partes inferiores de equipamentos;
- Montagem de componentes em estruturas baixas;
- Manutenção próxima ao piso;
- Atividades automotivas;
- Operações em bancadas entre 450 e 500 milímetros;
- Postos com espaço vertical reduzido;
- Linhas de montagem especiais.
A Cadeira Ergonômica Industrial Extra Baixa da Ergomais foi desenvolvida para esse tipo de situação.
O modelo permite regulagem de altura por pistão a gás e oferece estrutura compatível com ambientes industriais. Dessa forma, o operador consegue se aproximar do ponto de trabalho sem permanecer diretamente no chão.
Além disso, a cadeira reduz a necessidade de utilizar bancos improvisados, caixas ou assentos sem estabilidade.
Conheça a Cadeira Ergonômica Industrial Extra Baixa.
Cadeira baixa: para bancadas e postos reduzidos
A cadeira baixa ocupa uma posição intermediária entre a extra-baixa e a cadeira convencional de escritório.
Sua faixa de referência varia entre 350 e 450 milímetros. Por isso, pode atender bancadas entre aproximadamente 500 e 600 milímetros.
Esse tipo de configuração pode ser indicado para:
- Postos de produção leve;
- Máquinas com superfícies reduzidas;
- Bancadas de costura;
- Áreas de separação e conferência;
- Operações administrativas com bancadas baixas;
- Postos que exigem acionamento de pedais;
- Atividades com necessidade de aproximação do tronco.
Entretanto, a cadeira baixa não deve ser escolhida apenas porque o usuário tem menor estatura.
Primeiro, é necessário verificar a altura da superfície. Caso a mesa tenha padrão convencional, uma cadeira excessivamente baixa pode elevar os ombros e comprometer a posição dos braços.
Cadeira de escritório: para mesas convencionais
A cadeira de escritório costuma apresentar uma faixa de altura aproximada entre 450 e 580 milímetros.
Essa configuração atende mesas com cerca de 700 a 750 milímetros de altura, comuns em escritórios, salas administrativas, recepções e home offices.
Além da altura, uma cadeira de escritório precisa oferecer:
- Encosto com suporte para a região lombar;
- Assento com borda frontal arredondada;
- Espuma adequada ao tempo de uso;
- Base estável;
- Regulagem de altura;
- Profundidade compatível com o usuário;
- Apoios de braço adequados à atividade, quando necessários;
- Mobilidade compatível com o ambiente.
A Cadeira Ergonômica de Escritório Basic reúne regulagem de altura, assento em espuma injetada e encosto anatômico para rotinas administrativas.
Por isso, o modelo pode atender estações convencionais quando suas dimensões forem compatíveis com o usuário e com a atividade.
Para conhecer outros critérios de escolha, leia também o artigo Cadeira ergonômica para escritório: tudo o que você precisa saber antes de comprar.
Conheça a Cadeira Ergonômica de Escritório Basic.
Cadeira com prolongador: quando utilizar?
A cadeira com prolongador utiliza uma configuração de elevação maior do que a encontrada em modelos convencionais.
Na referência apresentada, o assento pode variar entre aproximadamente 560 e 680 milímetros. Dessa forma, a cadeira pode atender superfícies entre 800 e 850 milímetros.
Essa solução pode fazer sentido em:
- Postos elevados de inspeção;
- Bancadas técnicas;
- Atividades de controle de qualidade;
- Operações com apoio intermitente;
- Postos que alternam trabalho em pé e sentado;
- Áreas administrativas com balcões elevados;
- Laboratórios e bancadas especiais.
No entanto, a elevação precisa fazer parte do projeto da cadeira. A empresa não deve utilizar extensões improvisadas, calços ou componentes sem especificação do fabricante.
Além disso, quanto maior a altura, maior a importância da estabilidade da base e do apoio para os pés.
Uma cadeira elevada sem apoio adequado pode deixar as pernas suspensas. Consequentemente, o trabalhador perde estabilidade e aumenta a pressão na parte posterior das coxas.
Cadeira industrial elevada: para bancadas altas e linhas de produção
Em linhas de produção, laboratórios e áreas de inspeção, as bancadas podem apresentar alturas entre aproximadamente 880 e 950 milímetros.
Nesses casos, uma cadeira industrial elevada pode trabalhar com faixas entre 610 e 870 milímetros, dependendo da configuração do modelo.
Além da altura, esse tipo de cadeira precisa considerar as exigências do ambiente industrial:
- Uso em vários turnos;
- Troca frequente de operadores;
- Necessidade de higienização;
- Contato com poeira, óleos ou resíduos;
- Movimentação constante;
- Maior demanda estrutural;
- Uso de bancadas elevadas;
- Necessidade de apoio para os pés.
A Cadeira Ergonômica Industrial Stylus Alta foi projetada para linhas de produção, inspeções, laboratórios e setores produtivos que exigem uma posição elevada.
O modelo conta com estrutura reforçada, espuma injetada e regulagem de altura. Além disso, sua configuração pode ser integrada a um aro para apoio dos pés, conforme a necessidade do posto.
Conheça a Cadeira Ergonômica Industrial Stylus Alta.
Cadeira industrial média: uma solução intermediária
Nem toda bancada industrial exige uma cadeira extremamente alta ou baixa.
Em muitos setores, uma configuração média oferece a amplitude necessária para linhas de montagem, embalagem, inspeção e controle de qualidade.
A Cadeira Ergonômica Industrial Stylus Média atende postos operacionais que precisam de regulagem rápida, suporte lombar e estrutura para uso contínuo.
Além disso, o modelo facilita a adaptação em setores com troca de operadores ao longo dos turnos.
Antes da escolha, entretanto, a empresa precisa comparar a faixa de regulagem da cadeira com a altura real da bancada.
Para aprofundar essa aplicação, acesse o conteúdo Cadeira ergonômica para linha de produção: como escolher e por que faz diferença na saúde do operador.
Conheça a Cadeira Ergonômica Industrial Stylus Média.
Qual é a relação entre a cadeira e a altura da bancada?
A cadeira não deve ser escolhida de forma isolada.
Em primeiro lugar, a altura da superfície precisa permitir boa visualização e alcance. Em seguida, a cadeira deve posicionar o trabalhador corretamente em relação a essa superfície.
Se a bancada estiver muito alta, o usuário pode elevar os ombros. Por outro lado, uma superfície muito baixa pode provocar flexão do tronco e do pescoço.
Por isso, a análise deve considerar:
- Altura do cotovelo sentado;
- Tipo de tarefa manual;
- Necessidade de força ou precisão;
- Distância dos olhos até o campo de trabalho;
- Tamanho das peças manipuladas;
- Espessura dos equipamentos sobre a bancada;
- Espaço disponível para pernas e pés;
- Necessidade de aproximação do tronco;
- Uso de ferramentas;
- Presença de pedais ou comandos.
Na prática, uma atividade de precisão pode exigir maior proximidade visual. Já uma tarefa que utiliza força pode demandar uma superfície ligeiramente mais baixa em relação aos cotovelos.
Consequentemente, duas atividades realizadas na mesma bancada podem exigir configurações diferentes.
Quando utilizar apoio para os pés?
O apoio para os pés deve entrar no posto quando o trabalhador precisa manter a cadeira elevada, mas não consegue apoiar completamente os pés no piso.
Nesse cenário, reduzir a cadeira pode prejudicar o alinhamento dos braços com a bancada. Portanto, a solução mais adequada pode ser manter o assento na altura correta e acrescentar uma superfície de apoio.
O apoio precisa oferecer:
- Altura compatível com o usuário;
- Área suficiente para os dois pés;
- Estrutura estável;
- Superfície com boa aderência;
- Posição próxima ao corpo;
- Compatibilidade com pedais e comandos;
- Material adequado ao ambiente.
O Apoio Ergonômico para os Pés Tall 14 Alturas oferece diferentes níveis de regulagem para postos elevados.
Dessa maneira, a empresa consegue adaptar o apoio a diferentes trabalhadores, cadeiras e bancadas.
Conheça o Apoio Ergonômico para os Pés Tall 14 Alturas.
Aro de apoio substitui um apoio para os pés?
O aro instalado na cadeira pode oferecer um ponto de sustentação para os pés em modelos elevados.
Entretanto, ele não deve ser tratado automaticamente como a melhor solução para todos os postos.
A escolha entre aro e apoio independente depende de fatores como:
- Área disponível para apoiar os pés;
- Posição das pernas;
- Tempo de permanência;
- Necessidade de movimentação;
- Altura da cadeira;
- Uso de pedais;
- Troca de operadores;
- Espaço sob a bancada.
Por exemplo, um apoio independente pode oferecer uma plataforma maior. Por outro lado, o aro acompanha a cadeira durante os deslocamentos.
Portanto, a empresa precisa avaliar qual solução permite apoio mais estável e compatível com a atividade.
Como escolher a altura em postos compartilhados?
Postos compartilhados por diferentes trabalhadores exigem uma faixa de regulagem maior.
Em primeiro lugar, a cadeira precisa atender tanto os usuários mais baixos quanto os mais altos. Além disso, o mecanismo deve permitir ajustes rápidos no início de cada turno.
A empresa também deve orientar os trabalhadores sobre:
- Como acionar a regulagem de altura;
- Como posicionar o encosto;
- Quando utilizar apoio para os pés;
- Como ajustar os apoios de braço;
- Como verificar a posição em relação à bancada;
- Como identificar desconfortos causados por regulagens inadequadas.
Sem orientação, muitos usuários mantêm a regulagem deixada pelo turno anterior. Consequentemente, uma cadeira ajustável pode funcionar como um assento de altura fixa.
Altura do assento é o único ajuste importante?
Não. A altura representa um dos principais ajustes, mas precisa funcionar em conjunto com outros componentes.
Altura e inclinação do encosto
O encosto precisa apoiar a região lombar sem empurrar o usuário para a frente.
Além disso, sua altura deve manter compatibilidade com as proporções do tronco.
Profundidade do assento
Um assento muito profundo pode pressionar a parte posterior dos joelhos. Já um assento curto demais reduz a área de distribuição do peso.
Apoios de braço
Os braços precisam permanecer apoiados sem elevar os ombros.
Entretanto, o apoio não deve impedir a aproximação da cadeira em relação à mesa ou à bancada.
Base e rodízios
A base precisa garantir estabilidade para a faixa de altura utilizada.
Além disso, os rodízios devem ser compatíveis com o piso e com a necessidade de mobilidade do posto.
Apoio para os pés
Nos modelos elevados, o apoio dos membros inferiores se torna ainda mais importante.
Por isso, a empresa precisa avaliar aro, plataforma independente ou outra solução indicada pela análise ergonômica.
Erros comuns ao escolher a altura da cadeira
Escolher apenas pela altura da pessoa
A estatura importa, mas não representa o único critério.
Também é necessário avaliar a superfície, a tarefa e as proporções corporais do usuário.
Considerar apenas a altura máxima
A cadeira pode alcançar uma bancada elevada, mas não atender os usuários mais baixos.
Por isso, a faixa completa de regulagem merece atenção.
Ignorar a altura da bancada
Uma cadeira confortável pode se tornar inadequada quando utilizada diante de uma superfície incompatível.
Deixar os pés suspensos
A falta de apoio pode aumentar a pressão nas coxas e reduzir a estabilidade postural.
Usar prolongadores improvisados
Calços, extensões não homologadas e alterações na estrutura podem comprometer a estabilidade da cadeira.
Portanto, qualquer prolongador deve fazer parte da configuração técnica do fabricante.
Utilizar cadeira de escritório em ambiente industrial
Cadeiras corporativas nem sempre possuem estrutura, revestimento ou faixa de regulagem compatíveis com uma linha de produção.
Comprar sem testar o posto
As medidas técnicas ajudam na seleção. Entretanto, o teste com o trabalhador e a atividade real confirma a compatibilidade.
Não orientar os usuários
Uma cadeira com diversas regulagens não gera todos os benefícios esperados quando ninguém sabe ajustá-la.
Checklist para escolher a altura ideal da cadeira
- Qual é a altura da mesa ou bancada?
- Qual é a faixa de altura do assento?
- A cadeira atende usuários com diferentes estaturas?
- Os antebraços ficam alinhados à superfície?
- Os ombros permanecem relaxados?
- O trabalhador consegue apoiar as costas?
- Os pés alcançam completamente o piso?
- Será necessário apoio para os pés?
- Existe espaço para pernas e joelhos?
- A cadeira permite aproximação do ponto de trabalho?
- O usuário precisa acionar pedais?
- A atividade exige visualização próxima?
- O posto é compartilhado?
- A estrutura atende ao ambiente industrial?
- Os rodízios são compatíveis com o piso?
- A empresa testará a cadeira antes da padronização?
- Os trabalhadores receberão orientação?
Com essas respostas, a empresa consegue selecionar uma faixa mais compatível com o posto e reduzir o risco de adaptações improvisadas.
Perguntas frequentes sobre altura de cadeiras
Qual é a altura ideal de uma cadeira de escritório?
Em mesas convencionais, cadeiras com faixa aproximada entre 450 e 580 milímetros podem atender muitos usuários. Entretanto, a regulagem precisa considerar a estatura, a altura da mesa e o apoio dos pés.
Qual é a altura padrão de uma mesa de escritório?
Muitas mesas administrativas apresentam altura próxima de 700 a 750 milímetros. No entanto, podem existir variações conforme o fabricante e o projeto do ambiente.
Como saber se a cadeira está na altura correta?
Os ombros devem permanecer relaxados, os antebraços precisam ficar próximos da altura da superfície e os pés devem encontrar apoio estável. Além disso, o usuário precisa manter contato com o encosto.
Os joelhos precisam ficar exatamente em 90 graus?
Não é necessário buscar um ângulo matematicamente exato. O mais importante é manter uma posição confortável, sem pressão excessiva nas coxas e com apoio adequado para os pés.
O que fazer quando a mesa é alta demais?
Primeiro, ajuste a cadeira para posicionar os braços corretamente. Caso os pés não alcancem o piso, utilize um apoio compatível. Se ainda houver inadequação, a empresa deve avaliar a altura da própria superfície.
Uma pessoa baixa deve utilizar cadeira extra-baixa?
Não necessariamente. A cadeira extra-baixa atende superfícies reduzidas. Uma pessoa de baixa estatura que trabalha em uma mesa convencional pode precisar de uma cadeira de escritório ajustável combinada com apoio para os pés.
Para que serve uma cadeira com prolongador?
Ela permite alcançar superfícies mais elevadas, como bancadas técnicas, balcões e postos de inspeção. Entretanto, a configuração precisa oferecer estabilidade e apoio adequado para os pés.
Qual cadeira utilizar em uma bancada industrial alta?
Uma cadeira industrial elevada, como a Stylus Alta, pode atender esse tipo de posto. Porém, a empresa deve verificar a faixa de regulagem, a altura da bancada, o perfil dos operadores e as exigências do ambiente.
Uma cadeira alta precisa de aro para os pés?
O trabalhador precisa de uma superfície estável para os pés. Essa solução pode ser um aro ou um apoio independente, conforme a atividade e a avaliação do posto.
A NR-17 define uma altura única para as cadeiras?
Não. A norma exige que a altura seja ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função. Portanto, o foco está na adaptação, e não em uma medida universal.
A cadeira, sozinha, garante conformidade com a NR-17?
Não. A conformidade depende do conjunto do posto de trabalho, incluindo cadeira, superfície, equipamentos, organização da atividade e características dos trabalhadores.
Altura ideal da cadeira: o ajuste precisa acompanhar o trabalho real
A altura da cadeira interfere diretamente na posição dos braços, na visualização da atividade, no apoio dos pés e na estabilidade do corpo.
Por isso, não existe um modelo universal capaz de atender qualquer pessoa e qualquer superfície.
Cadeiras extra-baixas atendem atividades próximas ao chão. Modelos baixos funcionam em bancadas reduzidas. Já as cadeiras de escritório acompanham mesas convencionais.
Por outro lado, cadeiras com prolongador e modelos industriais elevados atendem bancadas mais altas, inspeções e linhas de produção.
Além da faixa de regulagem, a empresa precisa analisar estrutura, apoio lombar, profundidade, base, rodízios, revestimento e apoio para os pés.
A Ergomais desenvolve diferentes configurações para cada realidade, como a Cadeira Industrial Extra Baixa, a Stylus Média Industrial, a Stylus Alta Industrial e a Cadeira Basic para Escritório.
Portanto, antes de escolher, meça o posto, observe a atividade e considere quem utilizará o mobiliário.
Conheça as cadeiras ergonômicas da Ergomais e encontre a faixa de altura adequada para cada ambiente e atividade.









