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Início - Blog - Cadeira Ergonômica - Cadeira ergonômica NR17: o que a norma exige e como escolher

Cadeira ergonômica NR17: o que a norma exige e como escolher

  • Alan Rosa
  • agosto 19, 2026

Uma cadeira ergonômica NR17 precisa atender a requisitos que permitam adaptar o posto de trabalho às características do trabalhador e à atividade realizada. Por isso, escolher uma cadeira apenas pelo design, pelo preço ou pela descrição comercial de “ergonômica” não é suficiente.

A Norma Regulamentadora nº 17, conhecida como NR-17, estabelece critérios relacionados ao mobiliário dos postos de trabalho. Entre eles estão a regulagem de altura do assento, a facilidade de acesso aos ajustes, a borda frontal arredondada e o suporte adequado para a região lombar.

Entretanto, existe um ponto importante: a NR-17 não analisa somente a cadeira. Pelo contrário, a norma considera o conjunto formado pelo trabalhador, pelo mobiliário, pela superfície de trabalho, pelos equipamentos e pela própria atividade.

Dessa forma, uma cadeira pode apresentar boas características ergonômicas e, ainda assim, não funcionar corretamente caso esteja instalada diante de uma mesa incompatível, utilizada por um trabalhador fora da faixa de regulagem ou aplicada em uma atividade diferente daquela para a qual foi projetada.

Neste artigo, você vai entender o que a NR-17 realmente exige de uma cadeira, quais características merecem atenção e como escolher o modelo mais adequado para escritórios, indústrias e outros ambientes profissionais.

O que é uma cadeira ergonômica NR17?

O termo cadeira ergonômica NR17 é utilizado para identificar assentos desenvolvidos de acordo com os princípios e requisitos de ergonomia estabelecidos pela Norma Regulamentadora nº 17.

Na prática, a cadeira precisa permitir que o trabalhador ajuste o mobiliário às próprias características físicas e às exigências da atividade.

Por esse motivo, uma cadeira ergonômica não pode obrigar todas as pessoas a permanecerem exatamente na mesma configuração.

Entre os aspectos mais importantes estão:

  • Altura ajustável do assento;
  • Ajustes de fácil acesso e manuseio;
  • Assento com pouca ou nenhuma conformação excessiva;
  • Borda frontal arredondada;
  • Encosto adaptado ao corpo;
  • Suporte adequado para a região lombar;
  • Compatibilidade com a atividade realizada;
  • Possibilidade de adaptação às características do trabalhador.

Além disso, a cadeira precisa fazer sentido dentro do posto. Portanto, a altura da mesa, a posição dos equipamentos, o espaço para as pernas e o apoio dos pés também interferem na adequação ergonômica.

O que é a NR-17?

A NR-17 é a Norma Regulamentadora que estabelece diretrizes e requisitos para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.

Seu objetivo é contribuir para condições de conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente durante a execução das atividades.

Além do mobiliário, a norma aborda temas como:

  • Organização do trabalho;
  • Levantamento e transporte de cargas;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Ferramentas manuais;
  • Condições ambientais;
  • Avaliação ergonômica das situações de trabalho;
  • Postos de trabalho;
  • Assentos e superfícies de trabalho.

Portanto, a NR-17 não é uma norma exclusiva para cadeiras. O mobiliário representa apenas uma das partes que compõem a ergonomia de um posto de trabalho.

Para entender a norma de forma mais ampla, leia também o artigo Ergonomia: o que é, por que importa e como aplicar no ambiente de trabalho.

O que a NR17 exige para uma cadeira ergonômica?

O item 17.6.6 da NR-17 estabelece requisitos mínimos para os assentos utilizados nos postos de trabalho.

De acordo com a norma, devem ser considerados cinco pontos principais.

1. Altura do assento ajustável

A altura precisa ser ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida.

Esse requisito é fundamental porque pessoas com diferentes medidas corporais podem utilizar o mesmo posto.

Além disso, a altura necessária muda conforme a superfície de trabalho. Uma cadeira utilizada diante de uma mesa administrativa, por exemplo, pode exigir uma configuração diferente daquela aplicada em uma bancada industrial elevada.

Quando o assento fica baixo demais, o trabalhador pode elevar os ombros para alcançar a superfície. Por outro lado, uma cadeira excessivamente alta pode deixar os pés sem apoio.

Portanto, a regulagem precisa permitir uma relação adequada entre o corpo, a cadeira e a atividade.

2. Sistemas de ajuste acessíveis

A NR-17 também determina que os sistemas de ajuste e manuseio sejam acessíveis.

Isso significa que não basta a cadeira possuir regulagens. O trabalhador também precisa conseguir utilizá-las de maneira prática.

Por exemplo, uma alavanca difícil de alcançar pode fazer com que o usuário mantenha a configuração deixada pelo turno anterior.

Consequentemente, uma cadeira teoricamente ajustável passa a funcionar como um assento praticamente fixo.

Por isso, mecanismos de regulagem simples e acessíveis são especialmente importantes em postos compartilhados.

3. Pouca ou nenhuma conformação na base do assento

A norma estabelece que a base do assento apresente pouca ou nenhuma conformação.

Na prática, o usuário precisa encontrar espaço suficiente para realizar pequenas variações de postura ao longo da jornada.

Um assento excessivamente moldado pode restringir os movimentos e obrigar a pessoa a permanecer em uma única posição.

Por isso, o formato precisa oferecer apoio sem prender excessivamente o corpo.

4. Borda frontal arredondada

A borda frontal do assento precisa ser arredondada.

Esse desenho reduz pontos rígidos de contato na região posterior das coxas. Além disso, favorece uma acomodação mais confortável dos membros inferiores.

Uma borda muito rígida ou acentuada pode aumentar a pressão nessa região, principalmente quando a cadeira fica alta demais.

Portanto, o formato frontal do assento representa um detalhe técnico importante na escolha do produto.

5. Encosto adaptado ao corpo e à região lombar

O encosto precisa apresentar forma adaptada ao corpo para proteger a região lombar.

Esse requisito ajuda a oferecer suporte para a coluna durante o trabalho sentado.

Além disso, o posicionamento do encosto precisa permitir que o trabalhador mantenha contato com o apoio sem precisar se afastar excessivamente da superfície de trabalho.

Por isso, não basta possuir um encosto alto ou visualmente robusto. O formato e a relação com o usuário são mais importantes do que o tamanho isolado da peça.

Resumo dos requisitos mínimos da cadeira segundo a NR17

RequisitoO que observarPor que é importante
Altura ajustávelAssento deve acompanhar estatura e atividadePermite posicionar corretamente o trabalhador em relação ao posto
Ajustes acessíveisComandos devem ser fáceis de localizar e utilizarFavorece a adaptação individual da cadeira
Base do assentoPouca ou nenhuma conformaçãoPermite pequenas variações de postura
Borda frontalFormato arredondadoReduz pontos rígidos de pressão nas coxas
EncostoForma adaptada ao corpo e apoio lombarOferece suporte para a região lombar

Apoio de braço é obrigatório pela NR17?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes sobre cadeira ergonômica NR17.

No conjunto geral de requisitos mínimos do item 17.6.6, a NR-17 não inclui o apoio de braços como uma exigência obrigatória para todos os assentos e todas as atividades.

Isso significa que a necessidade do apoio depende da atividade, do posto e das demais exigências aplicáveis.

Em algumas situações, o apoio pode contribuir para sustentar os membros superiores. Entretanto, também pode dificultar a aproximação da cadeira em relação à mesa ou à bancada quando apresenta dimensões inadequadas.

Por isso, a escolha deve considerar:

  • Tipo de tarefa realizada;
  • Necessidade de digitação ou escrita;
  • Altura da superfície;
  • Espaço disponível;
  • Necessidade de aproximação do posto;
  • Mobilidade dos braços durante a atividade;
  • Características do trabalhador.

Além disso, atividades específicas podem possuir requisitos adicionais nos anexos da própria NR-17.

Apoio de cabeça é obrigatório pela NR17?

O apoio de cabeça também não aparece entre os requisitos mínimos gerais definidos pelo item 17.6.6.

Portanto, não é correto afirmar que toda cadeira ergonômica precisa obrigatoriamente possuir apoio de cabeça para atender à NR-17.

Em determinados modelos, esse componente pode ampliar o conforto. No entanto, sua necessidade depende do tipo de uso, do encosto e da atividade desenvolvida.

Assim, uma cadeira sem apoio de cabeça não é automaticamente inadequada.

Uma cadeira NR17 precisa ter cinco pés?

A exigência geral do item 17.6.6 não estabelece uma quantidade específica de pés para todos os assentos.

Entretanto, a cadeira precisa oferecer segurança e estabilidade compatíveis com o posto e com sua utilização.

Além disso, alguns anexos da NR-17 apresentam critérios específicos para determinadas atividades. Por isso, é importante diferenciar os requisitos gerais das exigências aplicáveis a funções específicas.

Na escolha de uma cadeira giratória, uma base robusta e bem dimensionada contribui para estabilidade e resistência durante o uso diário.

A NR17 determina densidade da espuma?

Nos requisitos gerais do item 17.6.6, a norma não estabelece uma densidade específica de espuma para todas as cadeiras.

Portanto, não existe uma única densidade que transforme automaticamente uma cadeira em um modelo adequado à NR-17.

No entanto, a qualidade da espuma influencia conforto, sustentação e durabilidade.

Em ambientes com uso prolongado ou múltiplos turnos, uma espuma inadequada pode perder rapidamente sua forma. Consequentemente, o assento pode deixar de distribuir o peso de maneira satisfatória.

Por isso, vale analisar o material em conjunto com o tempo de uso, o peso dos usuários e a intensidade da operação.

A cadeira precisa permitir que os pés fiquem no chão?

O trabalhador precisa contar com apoio adequado para os pés.

No entanto, isso não significa que a solução seja sempre reduzir a altura da cadeira até alcançar o piso.

Em algumas situações, o assento precisa permanecer elevado para posicionar corretamente o trabalhador em relação à mesa ou à bancada.

Nesse caso, a própria NR-17 prevê a possibilidade de utilizar apoio para os pés quando o trabalhador não consegue manter completamente a planta dos pés apoiada no piso.

Portanto, a sequência correta é:

  1. Ajustar a cadeira em relação à atividade e à superfície de trabalho;
  2. Verificar a posição dos braços e dos ombros;
  3. Confirmar o apoio do tronco;
  4. Avaliar se os pés alcançam completamente o piso;
  5. Utilizar apoio para os pés quando necessário.

Dessa maneira, o apoio complementa a adaptação do posto sem comprometer a posição dos membros superiores.

O que a NR17 diz sobre a mesa e a superfície de trabalho?

A adequação ergonômica não termina na cadeira.

Para trabalhos manuais, a NR-17 determina que os planos de trabalho ofereçam condições adequadas de postura, visualização e operação.

Além disso, a altura e as características da superfície precisam ser compatíveis com:

  • Tipo de atividade;
  • Distância necessária entre os olhos e o campo de trabalho;
  • Altura do assento;
  • Zona de alcance manual;
  • Movimentação dos segmentos corporais;
  • Espaço para pernas e pés.

Por isso, uma cadeira ergonômica pode funcionar muito bem em uma estação e apresentar problemas em outra.

A empresa precisa analisar a relação entre todos os elementos.

Cadeira ergonômica NR17 e altura do assento

A altura representa um dos ajustes mais importantes da cadeira.

Quando o assento fica baixo demais, os cotovelos podem permanecer abaixo da superfície de trabalho. Como resultado, o trabalhador tende a elevar os ombros ou inclinar o tronco.

Por outro lado, quando a cadeira fica excessivamente alta, os pés podem perder contato com o piso.

Consequentemente, o usuário pode deslizar para a frente e perder o suporte do encosto.

Por isso, a altura ideal depende da relação entre:

  • Estatura do trabalhador;
  • Comprimento dos membros inferiores;
  • Altura da mesa;
  • Tipo de atividade;
  • Campo visual;
  • Apoio dos pés.

Para aprofundar esse tema, leia também o conteúdo Altura ideal da cadeira: como escolher para cada posto de trabalho.

Cadeira NR17 para escritório e cadeira industrial são iguais?

Não. Os princípios ergonômicos podem ser semelhantes, mas as condições de uso são diferentes.

Uma cadeira para escritório normalmente funciona diante de mesas administrativas e permanece em ambientes relativamente limpos e controlados.

Já uma cadeira industrial pode enfrentar:

  • Uso em múltiplos turnos;
  • Troca frequente de operadores;
  • Bancadas mais altas;
  • Óleos e resíduos;
  • Higienização intensa;
  • Ambientes frigorificados;
  • Áreas ESD;
  • Necessidade de materiais especiais;
  • Maior demanda estrutural.

Portanto, utilizar uma cadeira corporativa comum no chão de fábrica nem sempre representa a melhor escolha.

O ambiente e a natureza do trabalho precisam orientar os materiais, a altura e a configuração.

Cadeira Ergonômica de Escritório Stylus Mesh

Para ambientes administrativos, a Cadeira Ergonômica de Escritório Stylus Mesh da Ergomais combina regulagem de altura, assento em espuma injetada e encosto em tela mesh respirável.

O ajuste de altura por pistão a gás permite adaptar a cadeira ao biotipo do usuário e à altura da mesa.

Além disso, o encosto em mesh favorece conforto térmico durante jornadas prolongadas.

Entre suas características estão:

  • Regulagem de altura por pistão a gás;
  • Encosto em tela mesh respirável;
  • Assento em espuma injetada de poliuretano;
  • Estrutura reforçada;
  • Rodízios duplos de nylon;
  • Capacidade para usuários de até 120 kg;
  • Configuração voltada a postos administrativos.

Dessa forma, o modelo representa uma opção para escritórios, áreas administrativas e home offices que precisam de ergonomia aplicada ao trabalho sentado.

Conheça a Cadeira Ergonômica de Escritório Stylus Mesh.

Cadeira Ergonômica de Escritório Basic

A Cadeira Ergonômica de Escritório Basic da Ergomais oferece uma configuração funcional para postos administrativos.

O modelo utiliza assento e encosto em espuma injetada de poliuretano e conta com regulagem de altura por pistão a gás.

Além disso, sua estrutura interna reforçada e a base em aço contribuem para o uso profissional diário.

A Basic pode atender:

  • Escritórios corporativos;
  • Áreas administrativas;
  • Recepções;
  • Salas operacionais;
  • Home offices.

Assim como em qualquer cadeira, sua escolha precisa considerar as características do usuário, a altura da superfície e o tempo de permanência sentado.

Conheça a Cadeira Ergonômica de Escritório Basic.

Cadeira Ergonômica Industrial Stylus Média

Para postos industriais, a Cadeira Ergonômica Industrial Stylus Média da Ergomais foi desenvolvida para linhas de produção, bancadas técnicas e atividades com troca frequente de operadores.

O modelo utiliza assento e encosto em espuma injetada de poliuretano de alta densidade.

Além disso, a regulagem de altura via pistão a gás permite realizar ajustes rápidos entre diferentes usuários.

Entre seus diferenciais estão:

  • Regulagem rápida de altura;
  • Assento em espuma injetada;
  • Encosto com suporte para a região lombar;
  • Estrutura reforçada para uso industrial;
  • Base em aço com solda MIG;
  • Rodízios duplos de nylon;
  • Capacidade para usuários de até 120 kg;
  • Configuração para atividades industriais contínuas.

Portanto, a Stylus Média representa uma alternativa para empresas que precisam combinar critérios ergonômicos com resistência para a rotina fabril.

Conheça a Cadeira Ergonômica Industrial Stylus Média.

Como escolher uma cadeira ergonômica conforme a NR17?

A escolha deve começar pelo trabalho real, e não pelo catálogo de produtos.

Em primeiro lugar, a empresa precisa compreender quem utilizará a cadeira e qual atividade será executada.

Depois, deve avaliar o mobiliário e os equipamentos presentes no posto.

Analise a faixa de usuários

Verifique diferentes estaturas, pesos e proporções corporais.

Em postos compartilhados, a faixa de regulagem precisa atender o conjunto de trabalhadores.

Meça a superfície de trabalho

A cadeira precisa alcançar uma posição compatível com a mesa ou bancada.

Além disso, o trabalhador deve conseguir se aproximar da operação sem elevar os ombros ou inclinar excessivamente o tronco.

Verifique o suporte lombar

O encosto deve acompanhar o corpo e oferecer apoio à região lombar.

Entretanto, o formato não deve impedir a movimentação necessária para a tarefa.

Avalie a borda do assento

A borda frontal precisa apresentar acabamento arredondado.

Dessa forma, reduz-se a presença de um ponto rígido de contato na região posterior das pernas.

Teste os mecanismos

O próprio trabalhador deve conseguir alcançar e utilizar os comandos.

Por isso, verifique a facilidade de ajuste antes da compra.

Observe os pés

Depois de regular a cadeira em relação à mesa, confirme se os pés permanecem apoiados.

Caso não alcancem o piso, avalie um apoio para os pés compatível.

Considere o ambiente

Escritórios, frigoríficos, laboratórios, indústrias alimentícias e linhas eletrônicas possuem necessidades diferentes.

Portanto, o material da cadeira também precisa acompanhar a realidade do setor.

A cadeira sozinha garante conformidade com a NR17?

Não.

Esse é um dos pontos mais importantes para empresas que pesquisam cadeira ergonômica NR17.

A norma trata da situação de trabalho como um conjunto. Portanto, a conformidade não depende somente da aquisição de um determinado produto.

A empresa também precisa avaliar:

  • Mesa ou bancada;
  • Altura da superfície;
  • Espaço para pernas e pés;
  • Posição de equipamentos;
  • Zona de alcance;
  • Organização da atividade;
  • Tempo de permanência;
  • Alternância de posturas;
  • Características dos trabalhadores;
  • Necessidade de apoio para os pés;
  • Riscos identificados na avaliação ergonômica.

Consequentemente, apenas substituir as cadeiras pode não resolver problemas originados na mesa, na bancada ou na organização da atividade.

Qual é a relação entre cadeira NR17, AEP e AET?

A própria NR-17 estabelece que as organizações realizem a Avaliação Ergonômica Preliminar, conhecida como AEP, nas situações que demandem adaptação às características dos trabalhadores.

A partir dessa avaliação, a empresa identifica perigos e planeja medidas de prevenção.

Em situações que exigem maior aprofundamento, pode ser necessária uma Análise Ergonômica do Trabalho, a AET.

Por isso, a escolha de uma cadeira pode surgir como uma das recomendações da avaliação ergonômica.

No entanto, a análise também pode indicar outras ações, como:

  • Ajuste da bancada;
  • Reposicionamento dos equipamentos;
  • Inclusão de apoio para os pés;
  • Alternância de atividades;
  • Reorganização de ferramentas;
  • Mudança de layout;
  • Redução de alcances;
  • Orientação sobre regulagens.

Assim, o diagnóstico orienta a compra do mobiliário, e não o contrário.

Erros comuns ao procurar uma cadeira ergonômica NR17

Comprar apenas porque o anúncio menciona NR17

A descrição comercial não substitui a análise das características técnicas.

Portanto, confira os ajustes, dimensões, encosto, assento e aplicação do modelo.

Acreditar que todos precisam do mesmo modelo

Postos e trabalhadores apresentam diferenças importantes.

Por isso, uma cadeira adequada para um escritório pode não atender uma linha de produção.

Buscar um ângulo exato de 90 graus

A NR-17 não reduz a ergonomia a uma postura geométrica única.

O objetivo é adaptar o trabalho e evitar posições prejudiciais. Além disso, pequenas variações posturais são importantes ao longo da jornada.

Ignorar a altura da mesa

A regulagem da cadeira precisa acompanhar a superfície de trabalho.

Sem essa relação, o usuário pode elevar os ombros ou perder o apoio dos pés.

Confundir conforto com ergonomia

Uma cadeira macia pode parecer confortável nos primeiros minutos. Entretanto, isso não significa que apresente os ajustes necessários ao posto.

Não orientar os trabalhadores

Uma cadeira ajustável perde grande parte de sua função quando ninguém sabe utilizar os mecanismos.

Por isso, a empresa deve orientar os usuários sobre os ajustes disponíveis.

Não avaliar o posto depois da troca

A implementação precisa ser acompanhada.

Depois da instalação, observe se a cadeira melhorou a postura, o alcance e a interação com a superfície.

Checklist de cadeira ergonômica NR17

  • A altura do assento é ajustável?
  • A faixa de regulagem atende aos trabalhadores?
  • Os sistemas de ajuste são acessíveis?
  • O assento apresenta pouca ou nenhuma conformação excessiva?
  • A borda frontal é arredondada?
  • O encosto possui formato adaptado ao corpo?
  • Existe suporte adequado para a região lombar?
  • A cadeira se aproxima corretamente da mesa ou bancada?
  • Existe espaço suficiente para pernas e pés?
  • Os pés permanecem apoiados?
  • O posto precisa de apoio para os pés?
  • A cadeira é compatível com a natureza da atividade?
  • O material atende ao ambiente de trabalho?
  • A estrutura suporta a intensidade de uso?
  • O trabalhador consegue realizar os ajustes sozinho?
  • A empresa realizou avaliação ergonômica do posto?
  • Os usuários receberam orientação sobre as regulagens?

Esse checklist ajuda na seleção inicial. Entretanto, ele não substitui a avaliação do posto e das características reais dos trabalhadores.

Perguntas frequentes sobre cadeira ergonômica NR17

O que uma cadeira precisa ter para atender à NR17?

Entre os requisitos mínimos gerais estão altura ajustável, sistemas de ajustes acessíveis, pouca ou nenhuma conformação na base do assento, borda frontal arredondada e encosto adaptado ao corpo para proteção da região lombar.

Toda cadeira de escritório precisa atender à NR17?

Quando o assento faz parte de um posto de trabalho abrangido pela NR-17, a empresa precisa garantir que as condições do mobiliário atendam aos requisitos aplicáveis da norma.

Apoio de braços é obrigatório?

O apoio de braços não aparece entre os requisitos mínimos gerais do item 17.6.6 para todos os assentos. Entretanto, atividades específicas podem possuir requisitos adicionais.

Apoio de cabeça é obrigatório?

Não aparece como requisito mínimo geral do item 17.6.6. Sua utilização depende da configuração do modelo e da necessidade do posto.

A cadeira precisa ter regulagem de altura?

Sim. A NR-17 estabelece que a altura do assento seja ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida.

A cadeira precisa ter apoio lombar?

O encosto deve apresentar forma adaptada ao corpo para proteção da região lombar.

Os pés precisam ficar apoiados?

Sim, o posto precisa oferecer condições para apoio adequado dos pés. Quando o trabalhador não consegue manter completamente a planta dos pés no piso, a NR-17 permite a utilização de apoio para os pés.

A NR17 determina densidade de espuma?

O requisito geral para assentos não estabelece uma densidade única para todas as cadeiras. Entretanto, o material precisa ser compatível com o uso e proporcionar sustentação adequada.

Cadeira industrial também precisa seguir a NR17?

Sim. Os requisitos da NR-17 aplicam-se às situações de trabalho abrangidas pela norma, inclusive em ambientes industriais. Entretanto, o modelo deve considerar também as exigências específicas do setor.

Uma cadeira ergonômica garante que o posto esteja adequado?

Não. A cadeira é apenas um elemento do sistema. Mesa, bancada, equipamentos, alcance, espaço disponível e organização do trabalho também precisam ser avaliados.

Como saber qual cadeira NR17 comprar?

Primeiro, analise o usuário, a atividade e a altura da superfície. Depois, compare as regulagens e características técnicas dos modelos disponíveis.

Cadeira ergonômica NR17: ergonomia vai além da cadeira

Escolher uma cadeira ergonômica NR17 exige mais do que procurar um produto descrito como confortável.

A norma estabelece características mínimas importantes, como altura ajustável, comandos acessíveis, borda frontal arredondada e suporte para a região lombar.

No entanto, a adequação real depende da relação entre o trabalhador, a cadeira e todo o posto.

Por isso, a empresa deve considerar a superfície de trabalho, o apoio dos pés, a atividade realizada, a faixa de usuários e as condições do ambiente.

Para escritórios, modelos como a Stylus Mesh e a Cadeira Basic oferecem soluções para postos administrativos.

Já em linhas produtivas, a Stylus Média Industrial combina regulagem e estrutura desenvolvida para o uso no ambiente fabril.

Além disso, antes de padronizar o mobiliário, é importante realizar a avaliação ergonômica e validar a cadeira com os trabalhadores que realmente utilizarão o posto.

Para aprofundar a escolha em ambientes administrativos, leia também Cadeira ergonômica para escritório: tudo o que você precisa saber antes de comprar.

Conheça as cadeiras ergonômicas da Ergomais e encontre a solução adequada às características de cada trabalhador, atividade e posto de trabalho.

Fonte oficial

  • Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora nº 17.

Este conteúdo possui caráter informativo. A adequação ergonômica deve considerar as condições reais de trabalho, as características dos trabalhadores e os requisitos aplicáveis a cada atividade.

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